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Ex-gerente da Petrobras acusado de corrupção diz que vai devolver mais de 90 milhões de euros

O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, acusado de corrupção, afirmou hoje que devolverá ao Brasil 97 milhões de dólares (90,66 milhões de euros), que possui em contas bancárias no exterior, durante um depoimento na Câmara dos Deputados do país.  

© Ueslei Marcelino / Reuters

Barusco foi a primeira testemunha a ser ouvida pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, que investiga no Legislativo suspeitas de corrupção, suborno e branqueamento de capitais na petrolífera brasileira, além do envolvimento de políticos.

 O próximo a depor, segundo a Câmara, será o presidente da Casa Parlamentar, Eduardo Cunha, um dos 34 políticos investigados pela Polícia Federal, com a Operação Lava Jato, sobre os alegados desvios na Petrobras.

 O ex-gerente Pedro Barusco reafirmou hoje informações que havia prestado à Justiça como parte de um acordo pela tentativa de redução na sua pena. O executivo disse que recebia subornos sobre contratos da Petrobras desde 1997, mas que a prática se tornou regular e institucionalizada a partir de 2004.

 A informação gerou polémica entre deputados do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB, oposição), do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que governou entre 1994 e 2002, e do Partido dos Trabalhadores, o PT, que está na Presidência do país desde 2003, com Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

 Barusco afirmou ainda que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, recebia parte da propina, inclusive em 2010, durante a campanha de Dilma Rousseff ao governo.

 Segundo o acusado, o partido pode ter recebido até 200 milhões de dólares (187 milhões de euros) em subornos de empresas, designadamente de empresas ligadas à construção civil, entre 2003 e 2013.

 

Lusa

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