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Promesa de lealdade do Boko Haram ao Estado Islâmico é "ato de desespero"

O juramento de lealdade do Boko Haram ao Estado Islâmico é um sinal de fraqueza do grupo radical nigeriano que "está a ser eliminado" por forças da Nigéria e de países vizinhos, afirmou hoje um porta-voz governamental. 

Reuters

Para o porta-voz sobre questões de segurança do governo da Nigéria, Mike Omeri, trata-se "de um ato de desespero, que acontece numa altura em que o Boko Haram regista pesadas perdas".

O líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, fez o anúncio da sua promessa de lealdade ao movimento extremista Estado Islâmico no sábado à noite numa gravação incluída na conta do grupo na rede social de mensagens curtas Twitter.  

O exército nigeriano, ajudado por forças dos Camarões, Chade e Níger, conseguiu recuperar no final de fevereiro algumas localidades do nordeste da Nigéria que estavam nas mãos dos fundamentalistas. 

A operação militar regional visa estabilizar aquela zona tendo em vista as eleições gerais nigerianas, previstas para 28 de março depois de terem sido adiadas seis semanas devido à violência dos islamistas. 

Segundo Omeri, a campanha em curso permitiu "desalojar o Boko Haram dos seus feudos e causar danos à sua força de combate".

"O Boko Haram está a ser eliminado", considerou num comunicado, adiantando que "nenhum extremista estrangeiro pode alterar este facto enquanto o exército nigeriano continuar a contar com a cooperação e o empenho dos seus cidadãos e dos seus aliados". 

O grupo radical apossou-se de largas áreas de território no nordeste nos últimos seis meses e proclamou a criação do seu califado, ameaçando a integridade territorial da Nigéria e a segurança dos países vizinhos. 

De acordo com especialistas, o juramento de lealdade é primeiro passo de uma operação de propaganda que poderá evoluir mais tarde para uma verdadeira cooperação. 

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    Enviado SIC