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Resgatadas quase 400 famílias cercadas por cheias em Moçambique

Trezentas e noventa famílias sitiadas há duas semanas por inundações em Marromeu, nordeste de Sofala, centro de Moçambique, foram "resgatadas com sucesso" e realojadas em três centros de acomodação, disse hoje à Lusa o administrador local.

(arquivo)

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ASSOCIATED PRESS

Simões Zalembessa disse que 1.670 pessoas foram abaladas por chuvas fortes em meados de fevereiro na zona de Malingapansi, a 70 quilómetros da sede distrital de Marromeu, tendo recorrido a pequenas colinas que ficaram isoladas pelas águas, mas só na semana passada foi iniciado o resgate devido à chegada tardia da informação.

"Ao contrário do que acontece, desta vez não foi o transbordo do rio Zambeze que assolou Malingapansi, mas sim o excesso de chuvas que desceram da Reserva Especial de Búfalo, tendo provocado o isolamento total da zona", explicou à Lusa Simões o administrador de Marromeu, esclarecendo que o acesso à zona é assegurado apenas via fluvial.

Uma equipa multissetorial, que inclui o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) de Sofala e o Governo local, envolvendo quatro embarcações, liderou a operação de resgate, estando a proporcionar assistência às vitimas.

"Agora, as pessoas estão nas zonas razoavelmente seguras e a maior preocupação é o saneamento do meio, para evitar a eclosão de doença nos três centros", precisou Simões Zalembessa, adiantando que foi iniciada a abertura de latrinas e a distribuição de purificadores de águas e material de higiene.

Malingapansi é uma região situada na foz do rio Zambeze, sofrendo muitas vezes as consequências do aumento do caudal daquele curso de água por ser um pântano.


Lusa
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