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Três anos de prisão por ter ajudado francesa a tentar viagem para a Síria

Um homem foi hoje condenado por um tribunal de Paris a três anos de prisão por ter ajudado uma adolescente de 14 anos que pretendia viajar para a Síria e casar com um 'jihadista' que conheceu através da internet. 

© Denis Balibouse / Reuters

O primeiro processo em França relacionado com o fenómeno de jovens raparigas radicalizadas coincidiu com a partida de três adolescentes britânicas para territórios controlados pelo grupo Estado Islâmico (EI), que provocou reações de choque no Reino Unido.   

O homem, com 41 anos, ajudou a adolescente em fuga a deslocar-se ao aeroporto de Lyon em fevereiro de 2014, para seguir em direção a Istambul. Os seus pais comunicaram o seu desaparecimento à polícia, que a detetou antes de seguir no voo.  

Particularmente determinada, a adolescente fugiu de novo e foi encontrada na Bélgica em setembro de 2014, casada com um 'jihadista' belga, e de seguida desapareceu, encontrando-se provavelmente na Síria com o seu marido. 

A jovem, que se radicalizou e usava véu islâmico, apesar da oposição da família, conheceu no Facebook um certo "Tony Toxico", que se apresentou como um membro do grupo Estado islâmico. Este aconselhou-a a deixar a França para viver plenamente a sua religião na Síria. A jovem rapariga disse que pretendia viajar para a Síria e casar com "Tony Toxico".

O condenado, com três filhas, incluindo uma com 14 anos, também foi contactado na rede social por "Tony Toxico", que lhe pediu para ajudar a adolescente a deslocar-se para a Síria. 

No julgamento, o detido disse ter prestado este serviço ao interlocutor, que não conhecia, por se tratar de um "irmão de religião". 


Lusa
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