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Amnistia Internacional denuncia aumento "sem precedentes" das execuções na Arábia Saudita

A Amnistia Internacional (AI) denunciou hoje o aumento "sem precedentes" do número de pessoas executadas na Arábia Saudita, indicando que desde o início de 2015 foram realizadas 44 execuções.

Este número quadruplica os valores registados no mesmo período de 2014, segundo informou a AI, num comunicado. 

"Este aumento sem precedentes das execuções constitui uma corrida arrepiante para preencher a última vaga para um país que já consta entre os mais prolíficos executores do planeta", disse o subdiretor da AI para o Médio Oriente e norte de África, Said Bumeduha. 

O representante da organização não-governamental de defesa dos direitos humanos advertiu ainda que se este nível de execuções prosseguir, a Arábia Saudita vai superar as suas próprias estatísticas, e ainda se vai distanciar da grande maioria de países que rejeita a prática da pena de morte.

Este número total de execuções (44) já inclui três homens -- um saudita, um iemenita e um sírio -, que morreram hoje de manhã após terem sido considerados culpados de tráfico de droga.

"O facto de quase metade das execuções realizadas este ano estarem relacionadas com delitos de droga contradiz as afirmações da Arábia Saudita diante do Conselho de Direitos Humanos da ONU", disse Bumeduha, recordando que o reino saudita afirmou que a pena de morte só era aplicada em casos de crimes graves e "sancionados pela lei islâmica ('sharia')".

Ainda diante do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, as autoridades sauditas sublinharam que as execuções só eram realizadas após julgamentos justos.

Desde 2011, o reino saudita realiza cerca de 80 execuções por ano. Em 2014, segundo uma contagem da agência France Presse recentemente divulgada, foram 87.

Os crimes de homicídio, tráfico de droga, violação, homossexualidade, bruxaria, apostasia e assalto à mão armada são puníveis com a pena de morte na Arábia Saudita, país ultraconservador que aplica uma versão rígida da 'sharia'.

As autoridades sustentam que a pena de morte permite "manter a segurança e realizar a justiça", mas as organizações de direitos humanos manifestam fortes dúvidas quanto à imparcialidade da justiça saudita.

Com Lusa

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