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Ativista de direitos humanos condenado a dez anos de prisão na Arábia Saudita

Um membro fundador de uma das raras associações de defesa dos direitos humanos na Arábia Saudita foi condenado a dez anos de prisão, revelou hoje uma organização regional.

Mohammed al-Bajadi, membro fundador de uma das raras associações de defesa dos direitos humanos na Arábia Saudita, condenado a dez anos de prisão.

Mohammed al-Bajadi, membro fundador de uma das raras associações de defesa dos direitos humanos na Arábia Saudita, condenado a dez anos de prisão.

gc4hr.org

A sentença de Mohammed al-Bajadi foi proferida na passada quinta-feira, dia 05 março, em Riade, por um "tribunal criminal especializado", cujas competências incluem terrorismo, detalhou o Centro para os Direitos Humanos do Golfo (GCHR), que tem escritórios em Beirute e em Copenhaga.

Mohammed al-Bajadi é um dos fundadores da Associação para os Direitos Civis e Políticos (ACPRA) na Arábia Saudita, reino muçulmano ultraconservador onde qualquer tipo de dissidência é severamente reprimido.

O tribunal decretou uma pena de dez anos de prisão -- dos quais cinco efetivos --, indicou o GCHR, precisando que o ativista foi julgado "sem aviso prévio" e sem poder contactar os seus advogados.

Bajadi, com cerca de 30 anos, foi acusado nomeadamente de ter adquirido livros proibidos, de organizar uma manifestação de familiares de detidos e de difundir documentos suscetíveis de "perturbar a ordem pública", explicou a mesma organização.

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