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Ofensiva contra Boko Haram já recuperou 36 localidades na Nigéria

O grupo Boko Haram perdeu 36 localidades no nordeste da Nigéria desde o início da ofensiva de fevereiro, afirmou hoje o governo nigeriano, acrescentando esperar que a cooperação com os países vizinhos permita "uma derrota completa" dos insurgentes islâmicos.  

Ofensiva contra o Boko Haram já recuperou 36 localidades na Nigéria.

Ofensiva contra o Boko Haram já recuperou 36 localidades na Nigéria.

© Stringer . / Reuters

O porta-voz governamental, Mike Omeri, afirmou que quatro localidades foram tomadas desde sexta-feira, três no Estado de Borno e uma, Buni Yadi, no vizinho Estado de Yobe, onde o Boko Haram matou mais de 40 estudantes em fevereiro de 2014.

De acordo com a mesma fonte, Abuja espera que a ofensiva militar que envolve quatro países - Nigéria, Níger, Camarões e Chade - "precipite a derrota e o extermínio do Boko Haram na Nigéria e em toda a região". 

Apesar de a Nigéria estar no comando das operações, testemunhas, peritos e elementos das tropas dos outros países foram unânimes em considerar que o Chade deu uma contribuição decisiva para o êxito das ações, ao entrar no território nigeriano e perseguir os islamitas em zonas do Estado de Borno, visto como um bastião do grupo.

Para o governo nigeriano, a ofensiva anti-Boko Haram deve possibilitar a realização das eleições presidenciais e parlamentares a 28 de março, depois de estas terem sido adiadas seis semanas, oficialmente por causa da violência na região.

O Congresso Progressista (APC), principal formação da oposição, que está ombro a ombro com o atual chefe de Estado, Goodluck Jonathan, havia ameaçado contestar a validade do sufrágio se um número significativo de pessoas no nordeste do país não pudesse votar.

O líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, prometeu impedir a realização dos atos eleitorais pela violência, aumentando os temores em torno dos sufrágios, que se adivinham muito disputados e, como tal, passíveis de motivar confrontos por motivos políticos.

Desde 2009, a insurgência islâmica e a sua repressão causaram mais de 13.000 mortos e 1,5 milhões de deslocados na Nigéria mas, de acordo com o porta-voz governamental, os recentes sucessos no terreno permitiram que alguns dos deslocados pudessem "voltar para casa e retomar as suas vidas normais", o que ainda não foi confirmado por fontes independentes, segundo a AFP.


Lusa
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