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Conflito na Síria fez mais de 210 mil mortos em quatro anos

A guerra civil na Síria fez mais de 210 mil mortos desde 2011, deslocando metade da população e transformando o país em ruínas desde que eclodiu há quatro anos. 

(Reuters/ Arquivo)

(Reuters/ Arquivo)

© Kai Pfaffenbach / Reuters

O conflito iniciou-se a 15 de março de 2011 com uma contestação pacífica, que, face à repressão por parte do regime do Presidente Bashar al-Assad, se transformou numa guerra civil.

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), que conta com uma ampla rede de ativistas e médicos em todo o país, 210.060 pessoas foram mortas na Síria entre março de 2011 e fevereiro de 2015.

Mais de 30% das vítimas (65.146) eram civis, das quais 10.664 crianças.

Entre os combatentes do regime, 38.325 eram rebeldes sírios, enquanto 24.989 'jihadistas' estrangeiros.

Já do lado dos fiéis a Bashar al-Assad, as vítimas mortais incluíram 45.385 soldados, 29.943 milicianos, 640 membros do movimento libanês xiita Hezbollah e 2.502 milicianos xiitas de outros países.

O OSDH sublinhou que o balanço é provavelmente "muito maior", assinalando ser possível recolher informação em determinadas áreas sob o controlo do regime ou dos 'jihadistas'.

Segundo a mesma organização, 20 mil pessoas desapareceram das prisões da Síria desde o início do conflito, enquanto milhares de outras, entre combatentes e civis, foram feitas reféns por grupos como o autoproclamado Estado Islâmico.

De acordo com dados da ONU, 11,4 milhões de pessoas fugiram das suas casas, entre as quais quase quatro milhões deixaram o país, e perto de 1,2 milhões procuraram refúgio no Líbano, um número que equivale a mais de um terço da população deste país.

Este valor também deverá ser muito mais elevado, dado que há muitos sírios que não estão registados, acrescenta a OSDH, relatando que aproximadamente 625 mil fugiram para a Jordânia, 245 mil para o Iraque e 137 mil para o Egito.

Aquela organização adianta que a Turquia informou ter aceitado cerca de dois milhões de refugiados.

No interior da Síria, 60% da população, estimada em 23 milhões de habitantes, vive na pobreza, segundo dados divulgados pela FAO em setembro passado, enquanto a UNICEF relata que 2,4 milhões de crianças não podem ir à escola por causa da insegurança.

Especialistas dizem que o conflito fez com que a economia da Síria recuasse três décadas, com metade da sua população no desemprego e a maioria das infraestruturas destruídas.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) indicou que o Produto Interno Bruto (PIB) se contraiu em mais de 40% e que a fatura da guerra ascende a cerca de 31 mil milhões de dólares.


Lusa
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