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Conflitos na Síria e no Iraque afetam 14 milhões de crianças

O Fundo da ONU para a Infância (UNICEF) denunciou hoje que cerca de 14 milhões de crianças do Médio Oriente foram afetadas pelas guerras na Síria e em parte do Iraque. 

2 de dezembro: Um menino espreita pela parede enquanto espera por uma aula numa escola do bairro de Duna, em Damasco, na Síria.

2 de dezembro: Um menino espreita pela parede enquanto espera por uma aula numa escola do bairro de Duna, em Damasco, na Síria.

© Stringer . / Reuters

A situação de 5,6 milhões de crianças na Síria, que entra no quinto ano de guerra, "é desesperada" e perto de dois milhões vivem em zonas às quais não chega ajuda humanitária, por causa dos combates, de acordo com um comunicado. 

A UNICEF acrescentou que 2,6 milhões de crianças sírias não podem ir à escola e outros dois milhões vivem em campos de refugiados no Líbano, Turquia e Jordânia, entre outros países. 

O comunicado indica que a chegada em massa de refugiados agrava a situação de 3,6 milhões de menores oriundos de comunidades vulneráveis nos Estados de acolhimento, que também registam uma deterioração dos serviços educativos e de saúde. 

Em relação à crise no Iraque, a escalada da violência forçou 2,8 milhões de crianças a abandonarem as suas casas, enquanto muitos outros estão presos em zonas controladas por grupos armados, indica a UNICEF. 

"Para as crianças mais pequenas, a crise é a única realidade conhecida. Para os adolescentes, numa etapa de formação, a violência e o sofrimento dominam o passado e determinam o futuro", lamentou o diretor-executivo da UNICEF. 

Para Anthony Lake, "a juventude está em perigo de perder-se no ciclo de violência", por ocasião do quarto ano da guerra na Síria, que começou em março de 2011. 

A UNICEF refere alguns exemplos positivos de como as crianças estão decididas a continuar as suas vidas e os seus estudos. 

Um dos casos é o do sírio Alaa, de 16 anos, que fugiu da cidade de Homs e continuou os estudos e dá cursos de formação a outros menores. Relata também a história de Christiana, de dez anos, que vive num acampamento no norte do Iraque e que ajuda crianças mais pequenas a estudar. 

A UNICEF pede que sejam dadas oportunidades a estas crianças para que possam continuar a educação e formação, de modo a construir um futuro mais estável. 

A ajuda psicológica e o reforço dos sistemas educativos e de saúde dos países de acolhimento devem melhorar para as crianças da região, disse a UNICEF. 

Lusa

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