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Estados Unidos apelam à demissão do Presidente sírio

Os Estados Unidos apelaram hoje novamente para a demissão do Presidente sírio, Bashar al-Assad, assinalando o quarto aniversário da guerra civil com um tributo aos "corajosos cidadãos sírios" que combatem a tirania.

Presidente da Síria, Bashar al-Assad (Reuters/ Arquivo)

Presidente da Síria, Bashar al-Assad (Reuters/ Arquivo)

© Sana Sana / Reuters

"Há quatro anos que o regime de Assad responde aos apelos de liberdade e reforma dos sírios com implacável brutalidade, autoritarismo e destruição", disse a porta-voz do departamento de Estado norte-americano, Jen Psaki, à imprensa.

"Como já dissemos repetidas vezes, Assad deve abandonar o poder e ser substituído por meio de uma transição política negociada que represente o povo sírio", frisou.

Enquanto Assad não se demitir, não será possível "estabilizar inteiramente" o país, defendeu Psaki.

"Nesta ocasião triste, recordamos todos aqueles que sofreram e os corajosos cidadãos sírios que combatem a tirania e continuam a lutar por um futuro de respeito pelos direitos fundamentais, tolerância e prosperidade", acrescentou.

Os Estados Unidos lideraram esforços para a realização de negociações de paz em Genebra no ano passado, que reuniram a oposição síria e representantes do Governo. Mas as conversações fracassaram ao fim de duas rondas, entre amargas recriminações e, desde então, não foram agendadas novas negociações.

Até agora, o ano passado foi o mais mortífero de todos os do conflito, com pelo menos 76.000 mortos num total de mais de 210.000 desde que se iniciou, a 15 de março de 2011, com manifestações pacíficas inspiradas pela Primavera Árabe no Egito e na Tunísia.

O Departamento de Estado acolherá na sexta-feira um encontro da diáspora síria com líderes da oposição, entre os quais o ex-primeiro-ministro do Governo interino, Ghassan Hitto.

Por sua vez, o enviado especial dos Estados Unidos à Síria, Daniel Rubinstein, escreveu numa mensagem da rede social Facebook: "O desespero de Assad em agarrar-se ao poder através do terror diariamente infligido recorda-nos a todos de que ele há muito perdeu a legitimidade e deve abrir caminho para uma verdadeira transição política".

"Reconheçamos que o corajoso povo sírio -- e não um ditador ou combatentes estrangeiros -- deve decidir o seu futuro", acrescentou, num 'post' publicado na página da embaixada dos Estados Unidos.

Lusa
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