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Repórteres Sem Fronteiras 'libertam' 10 'sites' inacessíveis no dia contra a censura online

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) colocou hoje acessíveis dez meios de comunicação digitais bloqueados em países como Cuba, China ou Rússia, graças a uma ação para comemorar o dia internacional contra a censura online.

A organização conseguiu fazer com que essas páginas censuradas pelos governos desses países, considerados "inimigos da Internet", ficassem acessíveis, criando, para o efeito, portais "espelho" albergados em grandes servidores, como Amazon, Google ou Microsoft, cujo bloqueio por parte das autoridades desses países provocaria graves prejuízos económicos às empresas que não podem aceder a estes gigantes da Internet.


A campanha, intitulada "Liberdade colateral", colocou à disposição dos utilizadores de Cuba, China, Rússia, Irão, Vietname, Cazaquistão, Uzbequistão, Turquemenistão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein dez páginas que estavam vedadas pelas autoridades.


A título de exemplo, os cubanos poderão consultar a agência independente "Hablemos press", fundada em 2009, cujos 30 correspondentes em 15 províncias do país têm denunciado "violações de direitos humanos" cometidas pelo regime, o que levou à sua censura em 2011, indicou a RSF.


Segundo a organização, o portal tem servidor no estrangeiro e os seus jornalistas trabalham "num contexto difícil", com permanentes apreensões de material e escutas telefónicas.


Durante um determinado período de tempo, a edição digital do jornal espanhol El Pais também estará disponível na China, onde foi bloqueada pelo regime após a publicação, em janeiro de 2014, de um artigo que revelava as contas bancárias em paraísos fiscais de titulares de altos cargos próximos do Presidente Xi Jinping.


A RSF escolheu o jornal espanhol de forma simbólica, dado que a informação foi publicada pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, em que também estavam o Le Monde, o The Guardian e o Süddeutsche Zeitung, cujos portais foram igualmente bloqueados.


A organização também desbloqueou na China o portal "Mingjing news", referência do exílio chinês, e o "The Tibet Post", defensor da independência da região.


O 'site' "Grani.ru", a primeira vítima, no ano passado, da nova lei dos media da Rússia, após a cobertura da crise ucraniana, também vai ficar acessível.


O mesmo sucederá ao portal da agência noticiosa em russo Ferghana, que voltará a surgir nos ecrãs de computador dos internautas do Cazaquistão, Uzbequistão, Turquemenistão, censurada pelos governos devido às informações independentes.


Inacessível no Vietname desde 2009, o "Dan Lam Bao", portal onde se partilham opiniões, também será abrangido pelo desbloqueio.


A campanha também afeta o mundo árabe, outro dos pontos do mundo onde os governos se mostram mais restritivos no tocante à liberdade de expressão na Internet.


Os iranianos vão poder aceder pela primeira vez desde 2000 à página "Gooya News", um meio de comunicação social marcado pelo pluralismo, já que difunde notícias da oposição e do regime, mas que foi censurado no interior do país pelas autoridades.


O mesmo vai acontecer ao portal do Centro para os Direitos Humanos do Golfo, uma organização de defesa da liberdade de expressão na região e cujo acesso nos Emirados Árabes Unidos, onde foi bloqueado em janeiro, vai ser possível graças à RSF.


Criado em plena revolta no Bahrein em 2011, o "Bahrain Mirror" foi vetado um mês depois da sua criação e será reaberto tanto nesse país como na Arábia Saudita.


A RSF explicou que para reabrir estes meios de comunicação vai criar portais "espelho" albergados em grandes servidores, como Amazon, Google ou Microsoft, cujo bloqueio por parte das autoridades desses países provocaria graves prejuízos económicos às empresas que não possam aceder a estes gigantes da Internet.


"O custo do bloqueio destes 'portais espelho' seria económica e politicamente muito elevado para estes países 'inimigos da Internet', assinalou a organização que pretende manter em funcionamento as réplicas desses portais durante vários meses.

LusaA organização conseguiu fazer com que essas páginas censuradas pelos governos desses países, considerados "inimigos da Internet", ficassem acessíveis, criando, para o efeito, portais "espelho" albergados em grandes servidores, como Amazon, Google ou Microsoft, cujo bloqueio por parte das autoridades desses países provocaria graves prejuízos económicos às empresas que não podem aceder a estes gigantes da Internet.

A campanha, intitulada "Liberdade colateral", colocou à disposição dos utilizadores de Cuba, China, Rússia, Irão, Vietname, Cazaquistão, Uzbequistão, Turquemenistão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein dez páginas que estavam vedadas pelas autoridades.

A título de exemplo, os cubanos poderão consultar a agência independente "Hablemos press", fundada em 2009, cujos 30 correspondentes em 15 províncias do país têm denunciado "violações de direitos humanos" cometidas pelo regime, o que levou à sua censura em 2011, indicou a RSF.

Segundo a organização, o portal tem servidor no estrangeiro e os seus jornalistas trabalham "num contexto difícil", com permanentes apreensões de material e escutas telefónicas.

Durante um determinado período de tempo, a edição digital do jornal espanhol El Pais também estará disponível na China, onde foi bloqueada pelo regime após a publicação, em janeiro de 2014, de um artigo que revelava as contas bancárias em paraísos fiscais de titulares de altos cargos próximos do Presidente Xi Jinping.

A RSF escolheu o jornal espanhol de forma simbólica, dado que a informação foi publicada pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, em que também estavam o Le Monde, o The Guardian e o Süddeutsche Zeitung, cujos portais foram igualmente bloqueados.

A organização também desbloqueou na China o portal "Mingjing news", referência do exílio chinês, e o "The Tibet Post", defensor da independência da região.

O 'site' "Grani.ru", a primeira vítima, no ano passado, da nova lei dos media da Rússia, após a cobertura da crise ucraniana, também vai ficar acessível.

O mesmo sucederá ao portal da agência noticiosa em russo Ferghana, que voltará a surgir nos ecrãs de computador dos internautas do Cazaquistão, Uzbequistão, Turquemenistão, censurada pelos governos devido às informações independentes.

Inacessível no Vietname desde 2009, o "Dan Lam Bao", portal onde se partilham opiniões, também será abrangido pelo desbloqueio.

A campanha também afeta o mundo árabe, outro dos pontos do mundo onde os governos se mostram mais restritivos no tocante à liberdade de expressão na Internet.

Os iranianos vão poder aceder pela primeira vez desde 2000 à página "Gooya News", um meio de comunicação social marcado pelo pluralismo, já que difunde notícias da oposição e do regime, mas que foi censurado no interior do país pelas autoridades.

O mesmo vai acontecer ao portal do Centro para os Direitos Humanos do Golfo, uma organização de defesa da liberdade de expressão na região e cujo acesso nos Emirados Árabes Unidos, onde foi bloqueado em janeiro, vai ser possível graças à RSF.

Criado em plena revolta no Bahrein em 2011, o "Bahrain Mirror" foi vetado um mês depois da sua criação e será reaberto tanto nesse país como na Arábia Saudita.

A RSF explicou que para reabrir estes meios de comunicação vai criar portais "espelho" albergados em grandes servidores, como Amazon, Google ou Microsoft, cujo bloqueio por parte das autoridades desses países provocaria graves prejuízos económicos às empresas que não possam aceder a estes gigantes da Internet.

"O custo do bloqueio destes 'portais espelho' seria económica e politicamente muito elevado para estes países 'inimigos da Internet', assinalou a organização que pretende manter em funcionamento as réplicas desses portais durante vários meses.

Lusa


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