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Cerca de 13.000 pessoas morreram sob tortura nas prisões do regime Sírio

Perto de 13.000 sírios morreram sob tortura nas prisões do regime de Bashar al-Assad desde o início do conflito no país há quatro anos, revelou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Grupo de mulheres que integra o movimento Sawt al-Haq em Aleppo, Síria

Grupo de mulheres que integra o movimento Sawt al-Haq em Aleppo, Síria

© Muzaffar Salman / Reuters

"O OSDH pode documentar 12.751 prisioneiros mortos sob tortura desde o início da revolta síria, entre os quais 108 crianças", indicou a organização não governamental que dispõe de uma vasta rede de fontes civis, médicas e militares em todo o país.

Segundo o Observatório, além daquelas, contam-se 20.000 pessoas desaparecidas nas prisões do regime, cujo destino se ignora.

"Alguns familiares dos mártires foram obrigados a assinar declarações onde afirmavam que as vítimas tinham sido mortas pelos rebeldes", que procuram derrubar o regime, afirmou a ONG.

Desde o início da revolta pacífica contra o regime a 15 de março de 2011, que se transformou numa guerra civil, mais de 200.000 pessoas foram detidas nas prisões e nas instalações dos serviços de informações sírios.

Entre elas encontram-se numerosos opositores políticos e defensores dos direitos humanos, como Abdel Aziz al-Khayyer e Mazen Darwish.

Lusa

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