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Governo angolano coloca ao dispor quase 900 mil euros para acudir vítimas das chuvas

O Governo angolano canalizou cem milhões de kwanzas (881,9 mil euros) para os primeiros socorros às vítimas das chuvas que caíram sobre o município do Lobito, província de Benguela, e provocaram até agora 67 mortos.

© SIPHIWE SIBEKO / Reuters

À saída de uma reunião ministerial, realizada hoje para analisar a situação, o ministro da Administração do Território de Angola, Bornito de Sousa, disse à imprensa que a verba disponibilizada serve para acudir as situações mais prementes.

Segundo o governante, as medidas inicialmente tomadas para assistir às vítimas, nomeadamente a sua colocação em tendas, em locais mais estáveis, não são para já as mais confortáveis.

"Mais tarde vão ser tomadas algumas medidas estruturantes de maior dimensão", frisou o ministro.

Bornito de Sousa, coordenador da delegação ministerial, que integra ainda os ministros da Saúde, do Interior e da Assistência e Reinserção Social, pediu medidas mais enérgicas às autoridades municipais e organizações não-governamentais, que trabalham com as comunidades e o habitat, para impedirem as construções em áreas de risco.

"Esse trabalho vai continuar a ser feito, não só aqui no caso de Benguela, é uma situação que ocorre em quase todas as províncias do país e sabemos que a natureza tem surpresas", frisou.

"É uma perda significativa, que poderia ter sido evitada com ações concretas", asseverou.

O balanço mais recente dos estragos causados pelas chuvas que caíram na noite de quarta-feira sobre o Lobito aponta atualmente para a morte de 67 pessoas, a destruição total de 119 casas e parcial de outras 46, de uma igreja e a inundação de 11 escolas.

Na quinta-feira, o Secretário de Estado do Serviço de Proteção Civil e Bombeiros, Eugénio Laborinho, disse em Benguela que o número de vítimas poderá aumentar, já que muitas pessoas continuam desaparecidas, prosseguindo o trabalho de limpeza das valas e as buscas de mortos e desaparecidos.


Lusa
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