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Julian Assange aceita ser ouvido pela justiça sueca em Londres

O fundador da WikiLeaks Julian Assange, refugiado na embaixada do Equador em Londres, aceitou ser ouvido por magistrados suecos na capital britânica, anunciou hoje o advogado.

© POOL New / Reuters

"Estamos a cooperar com a investigação (...) Assange aceita" a proposta do Ministério Público sueco, disse o advogado, Per Samuelsson.

O Ministério Público apresentou a proposta de questionar Assange em Londres, na expetativa de fazer avançar o inquérito por violação, bloqueado desde que o australiano se refugiou na embaixada do Equador. 

"A procuradora Marianne Ny enviou hoje um pedido aos advogados de Julian Assange para saber se ele aceitaria ser ouvido em Londres e para recolher uma amostra de ADN", de acordo com um comunicado do Ministério Público sueco. 

Até aqui, a justiça sueca tinha recusado ouvir Assange fora da Suécia, como sempre pediu o australiano.  

Mas o Ministério Público afirmou ter mudado de posição porque "vários factos dos quais é acusado Assange vão prescrever em agosto deste ano, ou seja, em menos de seis meses". 

"A minha posição foi que as condições para ouvir Assange na embaixada em Londres são tais que a qualidade desta audição teria lacunas e é preciso que ele esteja na Suécia para um eventual processo. Esta posição mantém-se", explicou Ny. 

Mas "agora o tempo começa a ser escasso e é preciso aceitar uma perda de qualidade no inquérito", acrescentou a magistrada. 

Se todas as partes estiverem de acordo, o Reino Unido deverá aceitar que uma audição de inquérito seja efetuado no seu solo por magistrados estrangeiros, e o Equador deve abrir as suas portas. 

Julian Assange, de 43 anos, está refugiado na embaixada do Equador desde junho de 2012, evitando assim um mandado de captura europeu que o Reino Unido conta executar assim que ele abandone território equatoriano. 

A polícia britânica vigia o local 24 sobre 24 horas. 

O caso de violação remonta a 2010 e Assange negou sempre as acusações de violação feitas por duas suecas e declarou que as relações mantidas foram consensuais. 

O australiano disse recear que a Suécia proceda à sua extradição para os Estados Unidos pelo seu papel na publicação no 'site' WikiLeaks de 250 mil telegramas diplomáticos norte-americanos e 500 mil relatórios militares considerados segredos da Defesa.

Lusa
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