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Prevenir desastres naturais pode representar poupança até 360 mil milhões de dólares

 Um investimento anual em planos de gestão de riscos e de prevenção de desastres naturais poderia representar uma poupança em infraestruturas até 360 mil milhões de dólares (343 mil milhões de euros) durante os próximos 15 anos.

(arquivo)

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ASSOCIATED PRESS

A estimativa foi apresentada num relatório das Nações Unidas, hoje divulgado, sobre a redução dos riscos dos desastres naturais em termos globais.

O documento avançou que um investimento anual na ordem dos seis mil milhões de dólares (cerca de 5,7 mil milhões de euros) em planos adequados de gestão de riscos e de prevenção seria suficiente para conseguir tal valor de poupança.

Segundo as mesmas estimativas, desastres naturais como terramotos, tsunamis, ciclones ou inundações provocam anualmente perdas financeiras até 300 mil milhões de dólares (286 mil milhões de euros).

Um valor que poderá ascender aos 415 mil milhões de dólares (395 mil milhões de euros) em 2030, acrescentou o relatório, publicado na véspera de uma conferência internacional da ONU sobre esta matéria que vai decorrer até quarta-feira na cidade japonesa de Sendai.

Durante esta conferência vão ser abordados temas como o financiamento da prevenção de desastres naturais, a vertente humanitária e a ameaça das mudanças climáticas, entre outros.

Entre os obstáculos que persistem nesta área, o chefe da unidade de Redução de Riscos da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV/CV), Mohamed Mujier, enumerou, entre outras barreiras, a falta de financiamento "previsível e de longo prazo" para combater as causas da vulnerabilidade dos povos.

"O investimento para prevenir estes riscos é bastante económico. Por cada dólar investido, calcula-se que se pode poupar 15,65 dólares (14,9 euros)", frisou Mujier.

As várias agências da ONU e organizações não-governamentais insistem que uma melhor prevenção iria reduzir os níveis de mortalidade e os deslocamentos provocados pela maioria dos desastres naturais, mas também as perdas económicas que englobam casas, escolas, centros de saúde e outras infraestruturas.


Lusa
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