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Protesto contra Governo brasileiro convocado para domingo em 34 cidades

Um protesto contra o Governo de Dilma Rousseff no próximo domingo, dia 15, foi convocado pelas redes sociais e espera reunir milhares de pessoas em pelo menos 34 cidades brasileiras. 

© Ricardo Moraes / Reuters

O evento sobre o protesto na rede social Facebook tem mais de 100 mil confirmações de localidades brasileiras como Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, e internacionais, como Sydney, na Austrália, e Boston, nos Estados Unidos. Na maioria das vezes, o número de participantes é menor do que o de confirmados nas redes sociais.

A manifestação tem uma "agenda" extensa e diversificada devido aos diferentes grupos participantes. Há críticas à corrupção, à má situação económica brasileira, à inflação, à ideologia do Partido dos Trabalhadores (chamado por alguns grupos conservadores como "comunista" e "bolivariano"), e até pedidos de "impeachment" (impugnação de mandato) para Rousseff.  

Nas últimas manifestações contra o Governo, realizadas após a reeleição da Presidente, em outubro do ano passado, grupos minoritários apoiaram uma intervenção militar.  

Há três grupos que se destacam, nas redes sociais, na organização do protesto do próximo domingo. Entre eles está o "Movimento Brasil Livre" e o "Revoltados Online", que pedem o "impeachment" de Rousseff, e o "Vem para a Rua", mais moderado, contra a impugnação imediata do mandato presidencial, e que reivindica "ética na política e um Estado eficiente" e "mais magro" em termos de estruturas.

As manifestações estão agendadas em diferentes horários nas cidades mencionadas nas redes sociais. No Rio de Janeiro e em Brasília, por exemplo, a concentração foi marcada para as 09:30 (12:30 em Lisboa), e, em São Paulo, para as 14:00 (17:00 em Lisboa).  

Os setores à esquerda do PT que também estão descontentes com o Governo, como movimentos sociais, partidos políticos e sindicatos, não apoiam os atos previstos para domingo, por se afastarem também dos setores mais conservadores. 

A polarização da sociedade brasileira entre apoiantes do Partido dos Trabalhadores (PT, de centro-esquerda) e do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB, de centro-direita) mostrou-se nas ruas após a reeleição de Rousseff e aumentou após o anúncio das medidas de ajuste fiscal e da investigação das suspeitas de corrupção na petrolífera brasileira, Petrobras. 

Outra manifestação nacional foi convocada para hoje, organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT, a maior central sindical do país), em defesa da Petrobras, dos direitos dos trabalhadores, da democracia, da manutenção do caráter público da Caixa Económica Federal, de uma mudança da política económica do Governo e da reforma política. 

O chamado "Dia Nacional de Luta" tem concentrações agendadas em 26 estados e, na prática, critíca medidas do Governo, mas também é uma demonstração de reação antecipada às manifestações programadas para domingo pelos setores conservadores.

Movimentos sociais e estudantis, tanto aliados como críticos do Partido dos Trabalhadores, divulgaram que apoiam e irão participar naquelas iniciativas. 

Lusa

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