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Maldivas exige respeito por decisão que condena ex-presidente a 13 anos de cadeia

O Presidente das Maldivas, Yameen Abdul Gayoom, exigiu hoje respeito pela decisão de um tribunal local de condenar o antigo chefe de Estado Mohamed Nasheed a 13 anos de cadeia.

Sinan Hussain

Mohamed Nasheed foi condenado, na sexta-feira, depois de ter sido considerado culpado de terrorismo, por ter ordenado a detenção de um juiz-presidente, em janeiro de 2012, quando era Presidente do arquipélago situado no Oceano Índico.

Os Estados Unidos e a União Europeia manifestaram a sua preocupação com a aparente falta de procedimentos apropriados no julgamento de Mohamed Nasheed, o primeiro líder democraticamente eleito do país, em 2008.

O ex-presidente foi inicialmente ilibado da acusação no mês passado, mas alguns dias depois o procurador-geral voltou a acusá-lo e ordenou a detenção ao abrigo de duras leis antiterrorismo.

Nasheed demitiu-se da Presidência das Maldivas em fevereiro de 2012, após um motim da polícia e dos militares que se seguiu a semanas de protestos contra a detenção do juiz Mohamed devido a suspeitas de corrupção. O ex-presidente continua a declarar que é inocente e que foi injustamente acusado.

Em comunicado, divulgado hoje pelo gabinete da presidência, Yameen Abdul Gayoom sublinha que Mohamed Nasheed tem garantido constitucionalmente o direito de recorrer da decisão, caso o deseje, frisando que "o governo mantém-se firme no sentido de assegurar a separação de poderes e salvaguardar o estado de direito".


LUSA
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