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Primeiro-ministro diz que governo chinês "ainda dispõe de instrumentos para estimular o crescimento"

O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, admitiu hoje que "não será fácil" a China crescer este ano "cerca de 7%", mas salientou que o governo ainda dispõe de instrumentos para impulsionar o crescimento.

© Jason Lee / Reuters

"A boa notícia é que nos últimos dois anos não recorremos a estímulos massivos para fomentar o crescimento económico. Isso possibilita-nos amplo espaço para exercer regulação macroeconómica e ainda temos à nossa disposição uma série de instrumentos políticos", disse Li Keqiang.

O primeiro-ministro chinês falava numa conferência de imprensa realizada no Grande Palácio do Povo, em Pequim, após o encerramento da reunião anual da Assembleia Nacional Popular (parlamento).

No relatório aprovado por 99% dos cerca de 3.000 deputados, o governo chinês preconiza para este ano um crescimento de "cerca de 7%", menos 0,4 pontos percentuais do que em 2014 e menos 0,7 pontos percentuais do que em 2013 e 2012. 

Um crescimento de 7% numa economia com a dimensão da China, a segunda maior do mundo, a seguir aos Estados Unidos, equivale ao Produto Interno Bruto de um país médio, referiu Li Keqiang.

"Queremos melhorar a qualidade e o desempenho da nossa economia e manter um índice médio-alto de crescimento", afirmou o primeiro-ministro chinês.

"Isso dará uma base sólida para conseguir a modernização e será também o contributo da China para a recuperação económica global", acrescentou.

Li Keqiang afirmou que o governo chinês "está preparado" para adotar estímulos económicos se o abrandamento "vier a afetar o emprego e diminuir o rendimento da população".

"Estou confiante", disse.

O primeiro-ministro reconheceu que a China enfrenta "dificuldades" e "pressões de abrandamento", mas insistiu que o país "deve manter um forte crescimento e fazer, ao mesmo tempo, ajustamentos estruturais".

"O desenvolvimento permanece a nossa primeira prioridade", afirmou.

Em 2010, a China tornou-se a segunda economia mundial, ultrapassando o Japão, mas quanto ao valor do Produto Interno Bruto per capita, que Li Keqiang considerou um indicador "mais importante", tem 80 países à sua frente, realçou o primeiro-ministro chinês.


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