sicnot

Perfil

Mundo

Berlusconi pagou por "altruísmo" a mulheres que iam a festas

O ex-primeiro-ministro italiano Sílvio Berlusconi escreveu que o dinheiro com que manteve economicamente durante vários anos as mulheres que participavam nas festas que organizava correspondeu a uma iniciativa pessoal, "generosa e altruísta".

MURAD BALTI

Foi desta forma que Berlusconi descreveu através de cartas enviadas a cada uma das cerca de vinte jovens, em dezembro de 2013, para lhes explicar que os advogados recomendavam o cancelamento do envio de dinheiro.

A imprensa italiana publicou hoje o teor das cartas enviadas às mulheres. 

"Nesta altura os meus advogados, apesar de compreenderem a generosidade e o altruísmo da minha iniciativa, pedem-me com determinação a não continuar com o apoio económico mensal", escreve Berlusconi nas cartas reveladas hoje.

O conteúdo das mensagens surge depois de notícias publicadas no fim de semana e que davam conta de que Berlusconi pagou às mulheres que participaram nas conhecidas festas do ex-primeiro-ministro.

No total, Berlusconi gastou com as participantes das festas dois milhões de euros durante mais de três anos, segundo escreveu o jornal La Repubblica sobre o caso "Ruby Ter" que investiga o ex-governante por corrupção.

As cartas de Berlusconi conhecem-se uma semana depois de o Tribunal Supremo ter confirmado a absolvição do ex-chefe de governo por alegado abuso de poder e incitamento à prostituição de menores no caso "Ruby".

Apesar da decisão do Supremo, Berlusconi enfrenta ainda a decisão judicial anunciada em 2013 e que o impede de exercer cargos políticos durante seis anos.


Lusa
  • Família perde tudo na aldeia de Queirã
    2:32
  • Temperaturas sobem no fim de semana, risco de incêndio aumenta
    1:08

    País

    A chuva que caiu nos últimos dias não deverá ter impactos relevantes na dominuição da seca e, por isso, o risco de incêndios vai voltar a aumentar com nova subida das temperaturas. Os termómetros podem chegar aos 30 graus entre domingo e quarta-feira.

  • Não me parece o melhor princípio político, mas percebo que António Costa queira ter junto de si, sobretudo em tempos difíceis, os mais próximos. Os homens de confiança pessoal e política. Em plena tempestade, o primeiro-ministro chamou dois amigos de longa data, ex-colegas da Faculdade de Direito, Eduardo Cabrita e Pedro Siza Vieira. E eles não disseram que não.

    Bernardo Ferrão