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Cheias no norte de Moçambique provocam dois mortos e afetam mais de 200 mil pessoas

 Pelo menos duas pessoas morreram e mais de 200 mil foram afetadas pelas últimas cheias no norte de Moçambique, informou hoje o porta-voz do Conselho de Ministros

© Grant Neuenburg / Reuters

As enxurradas que se fazem sentir há várias semanas no norte do país afetaram 41 mil famílias, num total de 207 mil pessoas nas províncias de Cabo Delgado e Nampula, disse Mouzinho Saíde no final da reunião semanal do Governo moçambicano, que analisou os efeitos do desastre após uma visita à região do primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário.  

A maioria das vítimas encontra-se na província de Nampula, onde mais de 36 mil famílias foram atingidas pelas cheias, correspondendo a 181 mil pessoas.  

O porta-voz do Conselho de Ministros, e também vice-ministro da Saúde, atualizou o balanço da epidemia de cólera, que já matou 50 pessoas e infetou mais de seis mil nas províncias de Nampula, e Niassa, no norte do país, e também em Tete, Zambézia e Sofala, centro.

Este novo período de cheias sucede a um outro desastre ocorrido em janeiro, quando as inundações provocaram mais de 150 mortos, a maioria na Zambézia, e afetaram mais de 200 mil pessoas, alagando campos agrícolas e destruindo infraestruturas vitais como estradas, pontes e rede elétrica.

Moçambique é ciclicamente atingido por cheias, devido à localização a montante da maioria das bacias hidrográficas da África Austral. As enxurradas, que têm provocado mortes e perdas materiais, também dão lugar a surtos de cólera, devido ao saneamento deficiente.

Lusa

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