sicnot

Perfil

Mundo

Terceira ronda negocial entre os Estados Unidos e Cuba termina com compromisso de manter contactos

Os representantes norte-americanos e cubanos concordaram "em manter a comunicação no futuro", indicaram hoje as autoridades cubanas, um dia depois da conclusão da terceira ronda das negociações para o restabelecimento das relações diplomáticas entre Havana e Washington. 

© Gary Cameron / Reuters

Realizada à porta fechada, a reunião de segunda-feira entre a delegação norte-americana, liderada pela secretária de Estado adjunta para os Assuntos do Hemisfério Ocidental Roberta Jacobson, e a equipa cubana, chefiada por Josefina Vidal, diretora-geral para os EUA no Ministério dos Negócios Estrangeiros de Cuba, terminou em Havana sem qualquer anúncio importante. 

"As duas delegações concordaram em manter a comunicação no futuro", afirmou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros cubano, num breve comunicado.  

Do lado americano, um porta-voz do Departamento de Estado saudou o ambiente "muito positivo" e de "mútuo respeito" em que decorreram as conversações, segundo uma mensagem transmitida à comunicação social. 

Esta terceira reunião foi antecedida por dois encontros que foram realizados em janeiro, em Havana, e em fevereiro, em Washington.

As conversações entre Havana e Washington surgem depois de os líderes norte-americano e cubano, Barack Obama e Raul Castro, respetivamente, terem anunciado em simultâneo, a 17 de dezembro de 2014, uma aproximação histórica entre os dois países, que não têm relações diplomáticas oficiais há mais de meio século.

Obama deseja que a reabertura das embaixadas nos dois países aconteça antes da Cimeira das Américas, marcada para 10 e 11 de abril no Panamá.

Na semana passada, a administração norte-americana anunciou novas sanções contra altos responsáveis da Venezuela, um aliado próximo de Cuba, o que poderá deteriorar o clima entre Havana e Washington.

Cuba reclama igualmente ser retirada da lista norte-americana de países patrocinadores do terrorismo, apresentando esta medida como uma pré-condição para a reabertura de embaixadas, enquanto Washington quer separar os dois dossiês.

Havana figura nesta lista desde 1982, ao lado de países como o Irão, a Síria ou o Sudão.

Os dois países devem abordar em finais de março, pela primeira vez, a controversa questão dos Direitos Humanos.

Lusa

  • Passos explica porque se sentiu irritado com Costa
    0:42

    Economia

    Depois das imagens em que surgiu visivelmente irritado com António Costa, no último debate quinzenal, Passos Coelho veio agora explicar porquê. Na discussão com o primeiro-ministro, o líder do PSD não gostou que Costa tivesse insinuado que a fuga de 10 mil milhões de euros para offshores tenha ocorrido por inação do Governo anterior.

  • Ferro Rodrigues desvaloriza críticas do CDS
    3:24

    Caso CGD

    Marcelo Rebelo de Sousa fez questão de receber em público Ferro Rodrigues antes de um almoço com o Presidente da Assembleia da República. O Presidente também recebeu a representante do CDS-PP, Assunção Cristas, que foi apresentar queixa de Ferro Rodrigues e da maioria de esqueda em relação à comissão de inquérito da Caixa Geral de Depósitos. Ferro Rodrigues desvalorizou as críticas de que foi alvo.

  • Regime de Pyongyang nega envolvimento na morte de Kim Jong-nam 
    1:53

    Mundo

    A polícia da Malásia diz que o irmão do líder da Coreia do Norte foi morto com uma arma química. Os investigadores encontraram vestígios de gás VX no corpo de Kim Jong-nam, um gás letal proibido pelas convenções internacionais. O Governo da Coreia do Sul pediu esta sexta-feira ao regime de Pyongyang que admita que está por detrás da morte de Kim Jong-nam mas o mesmo já veio negar o envolvimento no assassinato.