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Mais de 100 mil pessoas assinalam em Moscovo primeiro aniversário da anexação da Crimeia

Mais de 100 mil pessoas, segundo as primeiras estimativas da polícia russa, concentraram-se hoje na Praça Vermelha, em Moscovo, para celebrar o primeiro aniversário da anexação da Crimeia à Rússia.

© Maxim Shemetov / Reuters

Num ambiente festivo, com bandeiras e balões de cores, os participantes reuniram-se junto da catedral de São Basílio e dos muros do Kremlin (sede da Presidência russa) para assistirem a um concerto comemorativo, com vários artistas e intervenções políticas, sob o lema "Estamos juntos".

Entre os vários cartazes exibidos pelos manifestantes podia ler-se a frase "Eu sou Crimeia", segundo a agência espanhola EFE.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, não confirmou, mas também não excluiu, a possível presença do Presidente russo, Vladimir Putin, no evento.

Putin presidiu hoje a uma reunião governamental dedicada à reunificação da Crimeia com a Rússia, na qual felicitou o povo russo pela anexação.

A 16 de março de 2014, os habitantes da Crimeia, península situada no sul da Ucrânia e de maioria russófona, aprovaram em referendo a sua reintegração na Federação da Rússia.  

O referendo, aprovado por 97% dos eleitores segundo as autoridades da Crimeia, mas denunciado como ilegal por Kiev e pelos países ocidentais, iniciou um ano de conflitos diplomáticos sem precedentes desde o final da Guerra fria. 

Em simultâneo, deu alento às ambições separatistas no leste da Ucrânia, onde um conflito armado já provocou mais de 6.000 mortos. 

Dois dias depois do referendo (dia 18), e num desafio às sanções anunciadas pelo Ocidente, Putin assinava um decreto sobre a integração da Crimeia na Rússia.

Putin reconhece que as sanções económicas ocidentais impostas após a anexação prejudicaram a Rússia, mas nega que tenham sido "fatais".

Lusa

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