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Ministro das Infraestruturas italiano anuncia demissão após suspeitas de corrupção

O ministro dos Transportes e das Infraestruturas italiano, Maurizio Lupi, anunciou hoje que vai apresentar na sexta-feira a sua demissão após ter sido envolvido num alegado caso de corrupção.

© Alessandro Bianchi / Reuters

"Amanhã [sexta-feira], depois de informar [a Câmara dos Deputados] vou entregar a minha demissão", declarou Maurizio Lupi, que alegadamente ter exercido a sua influência para colocar o filho a trabalhar em empresas.

Lupi anunciou a sua demissão durante um programa da televisão italiana, que será transmitido hoje à noite. Antes da transmissão, o canal divulgou estas declarações do ministro na rede social Twitter.

O ministro, que não está a ser investigado nem foi imputado, viu-se implicado num escândalo de corrupção após a recente detenção de quatro pessoas, entre elas um ex-assessor externo do Ministério dos Transportes e das Infraestruturas italiano Ercole Incalza, acusadas de integrar um esquema de influências que envolvia a construção de várias infraestruturas públicas.

Na quarta-feira, Maurizio Lupi assegurou diante da Câmara de Deputados de que nunca tinha pressionado ninguém para colocar o seu filho, recém-licenciado em engenharia, em empresas, numa alusão a uma série de escutas telefónicas relacionadas com o recente caso de corrupção.

As escutas revelaram conversas telefónicas nas quais Lupi pede ao antigo assessor Ercole Incalza, atualmente detido, para conseguir um trabalho para o filho.

Os esclarecimentos de Maurizio Lupi diante da Câmara de Deputado surgem na sequência de uma moção de censura apresentada por vários partidos da oposição italiana por alegado caso de abuso de posição.

A par de Ercole Incalza, foram também detidos os empresários Stefano Perotti e Francesco Cavallo e um colaborador de antigo assessor, Sandro Pacella. Todos são acusados de corrupção e de outros delitos contra a Administração Pública italiana.

Em finais de janeiro de 2014, o filho de Lupi começou a trabalhar numa obra da petrolífera italiana Eni, participada pelo Estado, que tinha sido adjudicada ao empresário Stefano Perotti.







Lusa
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