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Barricada em chamas corta acesso a universidade de Madrid

Um grupo não identificado de pessoas cortou hoje com uma barricada em chamas a estrada M-607, que dá acesso ao "campus" da Universidade Autónoma de Madrid, no dia em que os estudantes cumprem um dia de protesto.

(AP/ Arquivo)

(AP/ Arquivo)

Andres Kudacki/ AP

Fonte oficial da Chefia Superior de Polícia de Madrid (divisão que tem a jurisdição sobre toda a Comunidade autónoma de Madrid) confirmou à agência Lusa que a estrada foi cortada esta manhã por uma barricada em chamas -- entretanto apagadas pelos bombeiros -  mas escusou-se a adiantar se foram grupos de estudantes os responsáveis pelo ato.

 

Nenhuma pessoa foi identificada ou detida na sequência do incidente, que deixou uma fila de carros parados na M-607 por mais de 30 minutos, disse a mesma fonte.

 

Também em declarações à Lusa, a secretária-geral do Sindicato dos Estudantes, Ana García, recusou que o corte da M-607 faça parte dos protestos organizados para o dia de hoje e condenou a atitude dos responsáveis pelo ato.

 

"Há sempre alguém que se aproveita destes momentos [de protesto] para queimar pneus. Achamos que este tipo de atitudes só dá armas à direita para 'colar' a imagem de radicalismo ao protesto dos estudantes", afirmou.

 

Segundo o jornal ABC, há uma situação semelhante no 'campus' de Somosaguas da Universidade Complutense, onde intervieram agentes das Unidades de Intervenção Policial.

 

O Sindicato de Estudantes espanhol espera uma "adesão em massa" de estudantes universitários e do secundário e professores à greve geral convocada para hoje e quarta-feira, contra as políticas para a educação do governo de Mariano Rajoy.

 

O protesto visa sobretudo "inverter um conjunto de políticas aplicadas pelo Governo PP" (no poder desde 2011) mediante as quais "se aumentou as propinas nas universidades cerca de 66%", disse Ana García.

 

"Isto teve consequências muito graves: os alunos passaram a ter de pagar cerca de 2.000 euro/ano em propinas [em Espanha designadas taxas universitárias]. A medida levou a que cerca de 45 mil estudantes tenham deixado de estudar, por não terem recursos para pagar o Ensino", realçou Ana García.

 

Por outro lado, está o decreto "3+2", uma (nova) adaptação ao Processo de Bolonha (inicialmente os cursos superiores passaram de cinco para quatro anos) que limita o ensino superior a três anos, com um complemento de dois anos de frequência de um Mestrado. Os estudantes consideram que essa medida faz com que só os filhos de famílias abastadas possam conseguem frequentar a universidade.

 

A estrutura representativa dos estudantes fará um primeiro balanço da adesão à greve estudantil de hoje cerca das 12:00 horas (11:00 horas em Lisboa).


Lusa

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