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ONU denuncia "raptos sistemáticos" praticados pela Coreia do Norte

O conselho dos Direitos Humanos da ONU adotou hoje uma resolução que condena os "raptos sistemáticos" praticados pela Coreia do Norte e exigiu "resultados concretos" nas investigações de Pyongyang sobre a questão.

John Minchillo

A resolução, sob os auspícios do Japão, UE e Estados Unidos, foi aprovada com 27 votos a favor, seis contra, e 14 abstenções. 

O objetivo é sublinhar "a importância da questão dos raptos internacionais e do regresso imediato de todas as pessoas raptadas" e denunciar "os raptos sistemáticos, a recusa de repatriamento e o desaparecimento forçado de pessoas, cidadãos de outros países, o que se inscreve no âmbito de uma política de Estado de grande escala". 

De acordo com um relatório publicado em fevereiro do ano passado por uma comissão de inquérito da ONU, mais de 200 mil estrangeiros, na maioria sul-coreanos capturados durante a guerra de 1950-53, japoneses e chineses, foram raptados pelo regime norte-coreano. 

Ao todo, cidadãos de pelo menos 12 países foram alvos desta política. 

A resolução exige "resultados concretos e positivos das investigações" realizadas pela Coreia do Norte sobre o rapto de japoneses. 

No final de maio último, a Coreia do Norte aceitou reabrir uma investigação sobre os japoneses raptados durante a Guerra Fria, em troca do levantamento de sanções aplicadas por Tóquio, mas ainda não apresentou as informações pedidas pelo governo japonês. 

Tóquio nunca quis encerrar o caso dos japoneses raptados nos anos 1970-1980 para formar espiões norte-coreanos em língua japonesa e nos costumes do país. 

O Japão fez da resolução destes casos uma condição indispensável para normalizar o relacionamento oficial com a Coreia do Norte, país com o qual não tem relações diplomáticas. 

A resolução adotada condena também "as violações persistentes, sistemáticas, generalizadas e flagrantes dos direitos humanos" pelo regime totalitário norte-coreano, pedindo aos dirigentes "que reconheçam" estas violações e "tomem medidas imediatas" para travar estas violações. 

Em março passado, uma comissão de inquérito da ONU comparou os crimes de Pyongyang ao dos regime nazi, do apartheid e dos khmers vermelhos, e acusou o o governo norte-coreano de crimes contra a humanidade a grande escala. 

Centenas de milhares de presos políticos morreram em campos durante os últimos 50 anos, de acordo com os investigadores da ONU. 

Lusa

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