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UNESCO lança alerta para a proteção do património do Iémen

A UNESCO exortou hoje o povo do Iémen e os países que participam na operação militar contra o movimento rebelde xiita dos huthis a tomarem medidas para proteger o património cultural daquele país. 

© Stringer . / Reuters

"O património do Iémen é único. Reflete séculos de reflexão sobre o Islão, intercâmbios e diálogo. Exorto os iemenitas e todos os países da região envolvidos nas operações militares que façam tudo ao seu alcance para proteger esse património", disse a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Irina Bokova. 

A representante da agência das Nações Unidas sublinhou que o património cultural de uma nação é "essencial", porque permite aos cidadãos preservar a sua identidade, capitalizar a sua diversidade e história e "construir um futuro pacífico".

"A experiência mostra que o património cultural nunca é mais vulnerável do que em tempos de conflito. É crucial que as partes evitem ter como alvos os seus locais e monumentos, seja com fogo de artilharia e raides aéreos, ou utilizá-los para fins militares", acrescentou Irina Bokova, citada num comunicado.

Uma aliança internacional liderada pela Arábia Saudita lançou esta semana uma ofensiva com o objetivo de travar o avanço das milícias xiitas huthis no território iemenita. A coligação integra ainda o Bahrein, Egito, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Kuwait, Marrocos, Qatar, Paquistão e Sudão.

Os huthis, que entraram em Sanaa em setembro do ano passado, assumiram o poder na capital iemenita no início de 2015, forçando a demissão do Governo e do Presidente, e impondo a dissolução do parlamento e a criação de novas instituições.

Na quarta-feira, os milicianos xiitas encontravam-se a 30 quilómetros de Aden, principal cidade do sul do Iémen e considerada neste momento a capital provisória do país.

A agência oficial saudita SPA noticiou na quinta-feira que o Presidente do Iémen, Abd Rabbo Mansur Hadi, tinha chegado a Riade, capital da Arábia Saudita.

Lusa
O paradeiro de Hadi era desconhecido desde que as milícias xiitas avançaram para a cidade de Áden, onde o Presidente se tinha refugiado em fevereiro, depois de fugir da capital, Sanaa, onde estava sob prisão domiciliária imposta pelos huthis.

As Nações Unidas consideram Hadi como o "Presidente legítimo" do Iémen.


Lusa

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