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Cuba e EUA sentam-se à mesa para falar sobre Direitos Humanos

Os Estados Unidos e Cuba vão reunir-se hoje em Washington para falar especificamente sobre Direitos Humanos, no âmbito das negociações para o restabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países. 

© Stringer . / Reuters

Proposto por Cuba e aceite por Washington, este "diálogo bilateral sobre Direitos Humanos (...) mostra a disponibilidade de Cuba em abordar qualquer assunto, apesar das diferenças", referiu o diretor-adjunto do Ministério dos Negócios Estrangeiros cubano, Luís Pedroso, ao anunciar, na quinta-feira, o encontro.


"Cuba deseja que este diálogo decorra num ambiente construtivo, sobre bases de reciprocidade, sem constrangimentos nem tratamentos discriminatórios e dentro do respeito da vontade soberana, da independência e da não-ingerência nos assuntos internos dos países", acrescentou Pedroso.  


As conversações entre Havana e Washington surgem depois de os líderes norte-americano e cubano, Barack Obama e Raul Castro, respetivamente, terem anunciado em simultâneo, a 17 de dezembro de 2014, uma aproximação histórica entre os dois países, que não têm relações diplomáticas oficiais há mais de meio século. 


Até ao momento, as duas partes já realizaram três rondas negociais: em janeiro em Havana, em fevereiro em Washington e a mais recente este mês na capital cubana. 


Para os Estados Unidos, os direitos humanos e as liberdades em Cuba são dos temas mais delicados no processo de restabelecimento de relações. 


Em fevereiro passado, a chefe da delegação norte-americana, a secretária de Estado adjunta para os Assuntos do Hemisfério Ocidental, Roberta Jacobson, manifestou a sua preocupação na rede social Twitter a propósito do "silenciamento violento" de dissidentes em Cuba. 


Lusa
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