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Israel autoriza construção de 2200 casas palestinianas em Jerusalém oriental

Israel autorizou a construção de 2.200 habitações no setor palestiniano de Jerusalém oriental, o maior projeto de desenvolvimento na zona anexada, segundo uma organização não-governamental.

© Ronen Zvulun / Reuters

Apesar de os habitantes do bairro de al-Sawahra terem sido oficialmente autorizados a construir as habitações, devem ainda apresentar os projetos, que podem só ser aprovados "daqui a anos", referiu a ONG israelita Ir Amim. 

De acordo com a Ir Amim, o projeto anunciado pela câmara, israelita, de Jerusalém oriental é, no entanto, o maior plano de construção na zona disputada da cidade desde o início da ocupação, em 1967.

Israel considera Jerusalém "unificada" a sua "capital eterna", enquanto os palestinianos querem fazer de Jerusalém oriental a capital do Estado a cuja criação aspiram.

"É um primeiro passo importante", afirmou Aviv Tatarsky, investigador da Ir Amim que condena a ausência de infraestruturas públicas e privadas em Jerusalém oriental.

Em comunicado, o presidente da câmara, Nir Barkat, propôs um plano de construção de habitações, bem como de estradas, infraestruturas e instituições públicas para os palestinianos de Jerusalém oriental.

Mas este plano, em cima da mesa desde 2009, não foi aplicado devido a objeções da direita até setembro de 2014, altura em que foi aprovado pela comissão local de planeamento de Jerusalém.

No mês passado, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou querer construir milhares de habitações nos bairros de colonatos israelitas da cidade.

Os palestinianos de Jerusalém oriental e as ONG de defesa dos direitos humanos acusam as autoridades israelitas de só emitirem "a conta-gotas" as licenças de construção e dizem que, em consequência, se veem sem outra alternativa que não seja construir ilegalmente.

Israel, por seu lado, procede com frequência à demolição dessas casas construídas sem licença.

Lusa

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