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Acordo nuclear pode abrir "nova página" nas relações externas do Irão

Um acordo nuclear global poderá abrir "uma nova página" nas relações entre o Irão e a comunidade internacional se as duas partes mantiveram as suas promessas, afirmou hoje o presidente iraniano, Hassan Rohani.

EPA

O acordo de princípio concluído na quinta-feira na Suíça entre o Irão e as grandes potências prevê "novas cooperações com o mundo, no setor nuclear e noutros setores" que "abrirão uma nova página" nas relações internacionais da República Islâmica, declarou Rohani durante um discurso transmitido pela televisão.

Referindo que o país está isolado há vários anos devido ao seu controverso programa nuclear, o chefe de Estado disse que o Irão deseja "o fim destas tensões e hostilidades".

Mas o acordo final, que deve realizar-se até 30 de junho, só será válido se as duas partes respeitarem os compromissos assumidos na quinta-feira.

"Se a outra parte honrar as suas promessas, nós honraremos as nossas promessas" para chegar a um acordo "equilibrado", adiantou.

O presidente Rohani voltou a defender a sua equipa de negociadores, criticada por alguns responsáveis conservadores por terem feito demasiadas concessões aos ocidentais.

"Alguns pensam que devemos lutar contra o mundo ou ceder às potências mundiais. Acreditamos numa terceira opção, cooperar com o mundo", afirmou, considerando que o projeto de acordo mostra que a abordagem do seu Governo foi "eficaz".

Rohani agradeceu ainda ao guia supremo iraniano, o 'ayatollah' Ali Khamenei, pelas suas "diretrizes" nas negociações. Decisor último sobre as questões estratégicas do Irão, Khamenei identificou várias "linhas vermelhas" nas discussões com o designado grupo "5+1" (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - Estados Unidos, China, França, Rússia, Reino Unido - e a Alemanha).

O 'ayatollah' Mohammad Emami-Kashani, líder das orações semanais da sexta-feira em Teerão, saudou hoje o acordo perante os fiéis, num sermão transmitido pela rádio estatal e considerado uma mensagem indireta do guia supremo.

"Este acordo de princípio é muito bom e é uma vitória para nós", afirmou.



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