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Famílias das vítimas do navio Sewol rejeitam indemnizações do governo sul-coreano

Familiares das vítimas do naufrágio do navio sul-coreano Sewol, que causou 304 mortos em abril do ano passado, rejeitaram hoje as indemnizações oferecidas pelo governo e exigiram uma investigação transparente e a recuperação de nove corpos que continuam desaparecidos. 

© Issei Kato / Reuters

Dezenas de familiares vestidos de amarelo -- cor que representa a solidariedade para com as vítimas do Sewol -- manifestaram-se hoje na praça de Gwanghwamun no centro de Seul, com bandeiras e alguns com o cabelo rapado em sinal de protesto. 

Os familiares afirmaram que nunca pediram dinheiro ao Governo e acusaram Seul de "insultar as vítimas" ao oferecer compensações económicas e ao mesmo tempo bloquear uma investigação independente sobre o incidente. 

O Governo da Coreia do Sul abriu esta semana o processo de requerimento de indemnizações para os familiares das vítimas e sobreviventes do naufrágio do Sewol. 

Tanto as famílias dos mortos -- dos quais ainda há nove corpos por recuperar -- como os 157 sobreviventes do naufrágio podem apresentar os seus pedidos de compensação financeira por parte do Estado, anunciou na quarta-feira o Ministério de Oceanos e Pescas Seul em comunicado.

A maioria dos 304 mortos do naufrágio ocorrido a 16 de abril do ano passado era estudante numa escola secundária em Ansan (a sul de Seul).

A compensação para as famílias de cada aluno falecido foi calculada em aproximadamente 420 milhões de won (353 mil euros), e no caso dos professores em 760 milhões de won (639 mil euros), por ter sido considerado que os docentes sacrificaram as suas vidas a tentar salvar os seus alunos. 

As indemnizações aos restantes viajantes e tripulantes falecidos no naufrágio podem variar, dependendo de fatores como a idade, ocupação e rendimentos, informou o ministério, enquanto os sobreviventes serão compensados com diferentes montantes pelos prejuízos causados. 

 







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