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Netanyahu convoca reunião com responsáveis da segurança após acordo sobre nuclear

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, convocou para hoje uma reunião com os responsáveis de segurança, na sequência do acordo de princípio sobre o programa nuclear iraniano alcançado na quinta-feira.

© POOL New / Reuters

"O primeiro-ministro irá fazer consultas em matéria de segurança", disse um responsável, sem avançar mais pormenores.

A imprensa local noticiou hoje que Netanyahu convocou uma reunião do seu gabinete de segurança, incluindo os ministros, bem como altos responsáveis pela segurança em Israel.

Numa reação ao acordo de princípio sobre o programa nuclear iraniano, concluindo na quinta-feira entre o Irão e as grandes potências, Benjamin Netanyahu tinha já dito que este "ameaçava a sobrevivência de Israel".

Um porta-voz do primeiro-ministro israelita adiantou que Benjamin Netanyahu transmitiu na noite de quinta-feira a sua posição ao presidente norte-americano, Barack Obama.

"Este acordo poderia legitimar o programa nuclear do Irão, reforçar a economia e aumentar a agressividade do Irão e o terror no Médio Oriente e mais além", disse Netanyahu na sua conversa com Obama.

Netanyahu desafiou em março a Casa Branca ao falar perante o congresso norte-americano, em Washington, condenando as conversações sobre o programa nuclear que então decorriam entre as grandes potências, incluindo os Estados Unidos, e o Irão.

Este episódio contribuiu para aquela que é já considerada pelos analistas a pior crise nas relações entre Israel e os Estados Unidos.

O grupo das grandes potências designado "5+1" (que inclui os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - Estados Unidos, China, França, Rússia, Reino Unido - e a Alemanha) e o Irão chegaram na quinta-feira a um acordo de princípio para resolver a questão do programa nuclear iraniano.

O acordo final com os aspetos técnicos e legais tem de ficar concluído até 30 de junho.

O pacto permitiria ao Irão manter um programa nuclear muito reduzido e debaixo de estrito controlo em troca de vários apoios económicos e políticos.







Lusa
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