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EUA condenam ataques contra civis na Síria

Os Estados Unidos condenaram na sexta-feira a mais recente vaga de violência na Síria, que causou a morte de dezenas de civis e milhares de desalojados. 

© XXSTRINGERXX xxxxx / Reuters

Violentos combates entre as forças leais ao Presidente Bashar al-Assad e os rebeldes islamitas, incluindo a Frente al-Nusra, com ligações à Al-Qaida, na cidade de Idlib, causaram a morte a mais de 100 civis e forçaram a fuga de cerca de 30.000 pessoas. 

A porta-voz do Departamento de Estado norte-americano Marie Harf disse em comunicado que os 'jihadistas' do grupo estado islâmico massacraram mais de 40 pessoas em Majaoubé, na província de Hama, incluindo mulheres e crianças, enquanto as forças do regime também bombardearam a cidade. 

"Os Estados Unidos condenam veementemente os ataques desta semana contra os civis da Síria", afirmou. 

Os Estados Unidos também estão "profundamente preocupados" com os ataques contra o campo de refugiados palestinianos de Yarmuk, a sul de Damasco, pelos 'jihadistas' do estado islâmico, acrescentou Marie Harf. Estes ataques terão deixado 18.000 civis na zona em risco. 

O campo de Yarmuk, o maior dos campos de refugiados palestinianos na Síria, albergava 160.000 sírios e palestinianos antes do início da guerra na Síria em 2011, contra apenas 18.000 pessoas atualmente. 

Em fevereiro de 2014, os grupos rebeldes sírios retiraram-se do campo na sequência de um acordo com organizações palestinianas armadas antirregime. 

Os habitantes enfrentam escassez de alimentos, água e medicamentos devido a um cerco quase total imposto há mais de um ano pelo regime de Damasco. 

O surgimento do grupo estado islâmico no conflito sírio complicou a situação no terreno. Para além de considerar o regime de Bachar al-Assad seu inimigo, também combate os restantes grupos rebeldes para tentar garantir o seu objetivo de hegemonia territorial. 

"As pessoas em Yarmuck já sofreram a violência do regime e viveram sitiadas durante quase dois anos, desesperadamente privadas de bens essenciais, incluindo alimentos e assistência médica", referiu. 

"Os Estados Unidos reafirmam que todas as forças devem cessar os ataques ilegais contra civis e agir de acordo com o direito internacional", acrescentou.







Lusa
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