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Identificado um dos autores do massacre na universidade do Quénia

O Governo do Quénia informou hoje que um dos membros do grupo islâmico que atacou quinta-feira a universidade de Garissa, causando 148 mortos, era um jovem queniano de etnia somali e diplomado pela faculdade de direito de Nairobi.

© Thomas Mukoya / Reuters

"Um dos quatro 'shebab' que atacaram a universidade de Garissa (...) foi identificado como Abdirahim Abdullahi", originário da região de Mandera, situada no extremo noroeste do Quénia que faz fronteira com a Somália, afirmou o porta-voz do Ministério do Interior, Mwenda Njoka.

Abdirahim Abdullahi, morto durante a intervenção das forças de segurança, "era diplomado pela Faculdade de Direito de Nairobi e descrito por quem o conhecia como um futuro jurista brilhante", acrescentou o responsável.

Njoka acrescentou que o pai de Abdullahi havia "alertado as autoridades que o seu filho tinha desaparecido e que suspeitava que tivesse ido para a Somália". O jovem estava desaparecido desde 2013.

As autoridades quenianas continuam a tentar identificar os corpos de outros três supostos atacantes encontrados após o cerco de 16 horas à universidade durante o qual 142 estudantes, três polícias e três militares foram mortos.

O presidente queniano, Uhuru Kenyatta, decretou sábado três dias de luto nacional, na sequência do ataque de quinta-feira perpetrado pelo grupo islamita 'shebab', e prometeu responder "o mais severamente possível" ao ataque à universidade de Garissa, assegurando que o seu país "não se curvará" perante a ameaça.

Kenyatta apelou, ainda, para que "todos os quenianos, todas as Igrejas e todos os dirigentes" falem "alto e forte a favor da unidade (do país)" e de modo a que a sua "cólera, justificada (...) não leve à estigmatização de ninguém".

Já hoje, o papa Francisco presidiu à missa Pascal do Vaticano durante a qual recordou o clima de violência mundial e o recente massacre no Quénia.

As autoridades quenianas indicaram que a universidade de Garissa tinha 815 estudantes matriculados, oriundos de todas as zonas do país e grande parte vivia na residência universitária tomada de assalto pelos atacantes.

Um comando islamita entrou na quinta-feira, ao início da manhã, no recinto da universidade de Garissa, localidade do leste queniano, a cerca de 150 quilómetros da fronteira com a Somália, disparando ao acaso, antes de se refugiarem num edifício da residência universitária com um número indeterminado de reféns. 

Os islamitas somalianos 'shebab' reivindicaram o ataque, o mais mortífero no Quénia desde o atentado contra a embaixada dos Estados Unidos em Nairobi, em 1998 (213 mortos), em represália pela presença militar queniana na Somália, onde um corpo expedicionário queniano combate este movimento desde final de 2011.






Lusa
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