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Montante solicitado pela ONU para ajuda humanitária atinge valor recorde

A Global Humanitarian Assistance afirmou hoje que o montante solicitado pela ONU para ajuda humanitária atingiu este ano um novo recorde, 17,2 mil milhões de euros, situando-se, desde janeiro, em 0,6 mil milhões de euros acima do solicitado em 2014. 

John Minchillo

Segundo um relatório daquela organização não governamental, divulgado na sua página da Internet, os apelos lançados este ano e coordenados pelas Nações Unidas visam ajudar "118 milhões de pessoas que precisam de assistência humanitária em 33 países".

Desse total, pelo menos, 86 milhões de pessoas são alvo de receber assistência humanitária, número que representa um aumento do total de pessoas visadas em 2013 e 2014, lê-se no documento.

A Global Humanitarian Assistance refere que, em apenas três meses deste ano, o financiamento solicitado para 2015 foi de 0,6 mil milhões de euros, maior do que o montante solicitado nos apelos lançados em 2014 e que têm tendência para aumentar ao longo do ano.

O relatório analisa os progressos até aqui feitos e os desafios em curso visando satisfazer as necessidades de ajuda humanitária em várias partes do mundo, entre os primeiros três meses de 2015 e os anos anteriores.

De acordo com a avaliação, no ano passado, o sistema das Nações Unidas registou "um financiamento recorde, mas deficitário" das ajudas humanitárias, ao atingir 9,8 mil milhões de euros para operações de emergência.

"No entanto, dada a gravidade das necessidades no ano passado, impulsionadas tanto em número de apelos quanto em termos de escala de alcance, as necessidades não atendidas também subiram para um recorde de 41% do montante solicitado em 2014, ou seja, 6,8 mil milhões de euros. O nível médio de necessidades não satisfeitas entre 2003 e 2014 foi de 33%", refere a Global Humanitarian Assistance.

De acordo com aquela organização independente, vocacionada na análise dos financiamentos humanitários e dos fluxos de ajuda, no último ano, a ONU fez 30 pedidos, tidos como sendo o maior número de solicitações desde 2007.

A título de exemplo, afirma a organização, só os recursos solicitados para a Síria e os países vizinhos foram quase de seis mil milhões de dólares, mas no global, "há grandes variações nos custos per-capita" dos apelos feitos.

"Em 2015, o custo médio de resposta por pessoa é de aproximadamente 214 euros em comparação com 188 euros por pessoa em 2014 e 155 euros por pessoa em 2013", assinala.

Atualmente, os recursos existentes cobrem 28 dos 32 países, ao passo que até o final de 2014 os recursos cobriam 30 dos 32 países, sem incluir o apelo lançado para acudir o surto do Ébola, em 2014 e 2015, ou para dar resposta à situação dos refugiados na República Centro Africana, no presente ano.

De acordo com o documento da Global Humanitarian Assistance, na mais recente lista dos países que necessitam de apoio de emergência "há ausências notáveis" de países como o Haiti (que, no ano passado, lanço sete apelos distintos), o Djibuti (com quatro, no mesmo período), as Filipinas (com três apelos distintos) e a República Democrática do Congo.

No entanto, no Plano Estratégico de Resposta da ONU foram incluídos novos países: a Ucrânia, o Vanuatu, Honduras e Guatemala, "embora com recursos relativamente pequenos", o que representa, de resto, "uma mudança notável" desde a última vez que países da região da América Central, como El Salvador e a Nicarágua apareceram na lista em 2011.

"A lista de recursos inclui quatro emergências de Nível 3 na República Centro-Africano, Sudão do Sul, Síria e Iraque, totalizando 10,8 mil milhões de euros (62% das necessidades globais)", destaca o relatório.

Lusa

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