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Quatro soldados tunisinos mortos e seis feridos em emboscada

Quatro soldados tunisinos morreram e seis ficaram feridos, esta terça-feira, numa emboscada na região de Kasserine, uma zona de atividade de 'jihadistas' no centro-oeste do país, anunciou a televisão tunisina, citando o ministério da Defesa.

o ataque ocorreu na zona da cidade de Sbeitla e perto do monte Mhgilla. Vários 'media' tunisinos indicaram, sem citar fontes, que os militares foram atingidos por uma granada de morteiro. (Arquivo)

o ataque ocorreu na zona da cidade de Sbeitla e perto do monte Mhgilla. Vários 'media' tunisinos indicaram, sem citar fontes, que os militares foram atingidos por uma granada de morteiro. (Arquivo)

© Anis Mili / Reuters

"Quatro soldados morreram como mártires e seis ficaram feridos numa emboscada contra uma patrulha militar em Sbeitla, de acordo com o porta-voz do ministério da Defesa", anunciaram as cadeias estatais de televisão Wataniya 1 e 2. 

Um balanço anterior referia a existência de três mortos e seis feridos. 

A agência noticiosa francesa AFP tentou contactar, sem êxito, o ministério da Defesa e nenhuma informação foi dado sobre as circunstâncias da emboscada. 

Uma fonte militar disse à AFP que o ataque ocorreu na zona da cidade de Sbeitla e perto do monte Mhgilla. Vários 'media' tunisinos indicaram, sem citar fontes, que os militares foram atingidos por uma granada de morteiro. 

A região de Kasserine, junto à fronteira com a Argélia, é palco de confrontos armados regulares entre 'jihadistas' e forças tunisinas. 

Desde dezembro de 2012, cerca de 60 polícias, guardas e soldados morreram em emboscadas ou em explosões de minas. A maioria morreu naquela região. 

Em julho passado, 14 soldados morreram numa emboscada no monte Chaambi, um maciço na fronteira com a Argélia, considerado a principal base recuada dos rebeldes 'jihadistas'. 

O grupo armado ativo na zona é a Falange Okba ibn Nafaa, ligado à Al-Qaida. De acordo com as autoridades, este movimento foi responsável pelo ataque contra o museu do Bardo, a 18 de março, em Tunes. Mas foi um outro grupo, ligado ao movimento extremista 'Estado Islâmico' (EI), que reivindicou o atentado. 

No final do mês passado, a Tunísia anunciou ter matado o argelino Abu Sakhr, o homem que considerava o chefe do Okba ibn Nafaa e organizador do ataque ao Bardo, no qual morreram 21 turistas estrangeiros e um polícia tunisino. 

A Tunísia depara-se, desde a revolução de 2011, com o desenvolvimento de grupos 'jihadistas' armados cada vez mais violentos. 

Cerca de três mil tunisinos saíram do país para combater nas fileiras de grupos radicais na Síria e no Iraque. Perto de 500 destes combatentes regressaram à Tunísia, sendo considerados pelas autoridades uma das principais ameaças à segurança do país. 

Três semanas depois do atentado ao museu do Bardo, a França prometeu "uma cooperação exemplar" em matéria de segurança, económica e cultural, com a jovem democracia tunisina. 

A promessa foi feita pelo presidente françês, François Hollande, durante a visita do homólogo tunisino, Béji Caid Essebsi, que começou hoje. 

"Os nossos dois países estão lado a lado para responder aos desafios", afirmou Hollande, durante uma conferência de imprensa comum. 

Hollande limitou-se a falar em "trocas de informações", no reforço da cooperação para garantir a segurança da fronteira tunisina, vizinha da Líbia, prometendo que a França seria "o embaixador da Tunísia na Europa" para mobilizar o apoio da UE.

Primeiro presidente eleito democraticamente, Essebsi lembrou que a Tunísia, pioneira das "primaveras árabes", era um país "em vias de democratização". 

A França é o primeiro parceiro comercial da Tunísia e o primeiro investidor estrangeiro. Cerca de 1.300 empresas francesas, que empregam mais de 125 mil pessoas, estão a operar na Tunísia.
Lusa
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