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Al-Qaeda oferece ouro a quem capturar ou matar líderes da rebelião no Iémen

A Al-Qaeda na Península Arábica prometeu esta quarta-feira uma recompensa em ouro para quem capturar ou matar o ex-Presidente iemenita Ali Abdallah Saleh e o líder da rebelião xiita Abdel Malek al-Huthi, símbolos "do mal no Iémen".

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© Khaled Abdullah Ali Al Mahdi

Numa mensagem hoje divulgada, a Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA), braço saudita-iemenita da rede terrorista, prometeu "20 quilos em ouro para quem matar ou capturar" um dos dois homens, suspeitos de terem ligações com o Irão, país de maioria xiita, para tentar controlar o poder no Iémen.  

Esta oferta destina-se "a recompensar os corajosos 'mujahidine'[combatentes]" na sua luta contra "a expansão xiita iraniana no Iémen através das milícias do ex-Presidente Ali Saleh e dos seguidores no seio do grupo rebelde xiita dos 'huthis'", acrescentou a AQPA, que também divulgou fotografias dos dois homens. 

O anúncio da AQPA é feito ao 14.º dia de uma ofensiva militar conduzida por uma aliança internacional, liderada pela Arábia Saudita (sunita), no território iemenita.

A ofensiva tem como objetivo travar o avanço das milícias xiitas 'huthis' no território iemenita e dos seus aliados, militares que continuam fiéis ao ex-Presidente Saleh (no poder entre 1978 e 2012).

A coligação integra ainda o Bahrein, Egito, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Kuwait, Marrocos, Qatar, Paquistão e Sudão.

A AQPA, considerada por Washington como o braço mais perigoso da rede extremista sunita, é muito ativa nas regiões sul e sudeste do Iémen.

O conflito no Iémen acentuou-se em fevereiro último com a tomada da capital, Sanaa, pelas milícias 'huthis', e a consequente fuga do Presidente, Abd Rabbo Mansur Hadi, para a segunda cidade do país, Aden, e, perante o avanço dos rebeldes, para a Arábia Saudita. 

A par da coligação, o avanço dos rebeldes tem enfrentado a resistência dos combatentes dos 'comités populares' leais ao atual Presidente Hadi.

Os combates das últimas semanas no Iémen fizeram pelo menos 643 mortos e 2.226 feridos, divulgou hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Lusa
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