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Coordenador do conselho de cardeais do Vaticano diz que "divórcio é um fracasso"

O coordenador do conselho de cardeais do Vaticano disse esta quarta-feira que o "divórcio não é um projeto, é um fracasso" e afirmou que a discussão sobre o tema é mais profunda do que o poder ou não comungar.

"O divórcio não é um projeto, é um fracasso. Queira-se ou não se queira. Agora, que a pessoa procure de outra maneira arranjar esse fracasso estou de acordo porque ninguém pode estar condenado a algo que não serviu", disse o cardeal hondurenho. (Arquivo)

"O divórcio não é um projeto, é um fracasso. Queira-se ou não se queira. Agora, que a pessoa procure de outra maneira arranjar esse fracasso estou de acordo porque ninguém pode estar condenado a algo que não serviu", disse o cardeal hondurenho. (Arquivo)

Gregorio Borgia / AP

O também presidente da Cáritas Internacional, Oscar Maradiaga, declarou, em resposta a uma questão sobre a comunhão de pessoas divorciadas durante um encontro no âmbito do evento "Terra Justa", em Fafe, que o "problema principal é que há todo um compromisso diante de Deus quando se contrai o sacramento".

"O divórcio não é um projeto, é um fracasso. Queira-se ou não se queira. Agora, que a pessoa procure de outra maneira arranjar esse fracasso estou de acordo porque ninguém pode estar condenado a algo que não serviu", disse o cardeal hondurenho.

Para Oscar Maradiaga é necessária uma melhor preparação para o casamento, lamentando que se "improvise de uma maneira tremenda".

"Pode-se receber um sacramento sem fé? É uma pergunta teológica e é muito profunda. [Há] pessoas que querem contrair matrimónio porque é muito bonita a cerimónia, o vestido e todas essas coisas", questionou o cardeal.

Maradiaga recordou casos a que assistiu pessoalmente de homens que ameaçavam os eventuais genros com armas por terem engravidado as filhas e questionou mais uma vez: "Podemos dizer que aí houve um sacramento só porque a noiva estava grávida?"

"Todos nos damos conta de que aí não houve um sacramento. Sem liberdade não se pode receber um sacramento. Damo-nos conta de que a pastoral requer que tenhamos mais proximidade com as pessoas para sabermos se isso funcionou como sacramento ou se foi simplesmente um ritual vazio", disse o presidente da Cáritas Internacional.

Oscar Maradiaga resumiu, dando o exemplo de alguém que se casou uma primeira vez, divorciou-se e passou a ter uma nova relação: "Qual será o sacramento? O que não funcionou ou este onde há fidelidade? É uma temática muito mais profunda do que só dizer 'vais comungar' ou 'não vais comungar'".

Lusa
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