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Príncipe da Bélgica compara família à ex-polícia política da Alemanha Oriental

O príncipe Laurent, irmão mais novo do rei Filipe, lançou esta quinta-feira uma crítica mordaz contra os últimos soberanos belgas e as suas comitivas, que comparou à Stasi, antiga polícia política da Alemanha Oriental. 

O príncipe Laurent, acompanhado da princesa Claire.

O príncipe Laurent, acompanhado da princesa Claire.

© Francois Lenoir / Reuters

Numa entrevista à televisão pública RTBF, o príncipe Laurent acusou ainda a família de "sabotar" as suas atividades profissionais.

"A minha família nunca me apoiou. Tudo começou com o meu tio, o rei Balduíno. Em seguida, com o meu pai, Alberto II. Foi como a Stasi", disse. 

"Hoje, tenho a impressão de que isto vai continuar com o meu irmão, o Rei Filipe. O seu erro foi ter aceitado uma comitiva que me quer prejudicar e impedir de trabalhar", acrescentou, segundo o texto da entrevista por telefone transmitida pelo canal.

O príncipe Laurent, de 51 anos, sempre teve dificuldade em encontrar o seu lugar na família real, na qual foi, desde a sua juventude, considerado o "enfant terrible", em parte por causa dos seus muitos excessos de velocidade e declarações iconoclastas. 

Casado e pai de três filhos, Laurent tentou desenvolver atividades no domínio da proteção do ambiente e bem-estar animal, as suas duas paixões, mas projetos ambientais relacionados com um dos filhos do líder líbio Muammar Kadhafi ou na República Democrática do Congo, antiga colónia belga, levados a cabo sem aval do governo, valeram-lhe sérias advertências.

A Fundação para o Desenvolvimento Sustentável, que o príncipe criou há 10 anos, está agora a enfrentar dificuldades financeiras e Laurent acusa a família, numa outra entrevista, publicada hoje pelo jornal La Libre Belgique, de continuar a colocar "pedras na engrenagem", depois de ter "sabotado o seu trabalho ao longo dos anos".
Lusa
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