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Mais de 200 pessoas entregaram-se à polícia timorense durante operação

Mais de 200 pessoas entregaram-se nas últimas semanas à Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) no âmbito de uma operação conjunta de segurança das forças armadas e polícia timorenses, que decorre desde março no leste do país, disse o primeiro-ministro.

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Reuters

Em declarações à Lusa, Rui Maria de Araújo rejeitou que, até ao momento, tenha havido trocas de tiros entre os agentes das Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e da PNTL e os elementos do grupo Conselho da Revolução Maubere (CRM).

"Não houve tiroteios. Houve um encontro com os fugitivos e por não acatarem a ordem da polícia, os agentes dispararam e houve uma pessoa ferida, que levou um tiro no pé. Isso está perfeitamente dentro das regras de empenhamento até agora", afirmou.

"Cerca de 200 pessoas já se entregaram à polícia e está a decorrer o processo de inquérito para apurar a verdade dos factos", disse.

Em concreto, e segundo dados do comando da PNTL, trata-se de um total de 2013 pessoas (202 homens e 11 mulheres) das quais três ficaram em prisão preventiva, oito com Termo Identidade e Residência (TIR) e os restantes foram identificados.

Com o nome de código Hanita a operação foi lançada para "prevenir e reprimir ações criminosas de grupos ilegais que estão a causar instabilidade no país".

Segundo as autoridades, esta operação conjunta é uma resposta aos ataques contra agentes da polícia ocorridos em Laga, a leste da capital, a 15 de janeiro, e em Baguia, a sudeste de Díli, a 08 de março.

Mauk Morak, líder do grupo CRM, negou em entrevista à Lusa envolvimento nesses ataques à esquadra da vila de Baguia mas confirmou que participaram elementos do grupo que lidera. 



Lusa

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