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ONU pede "pausa humanitária imediata " no Iémen

A ONU pediu hoje uma "pausa humanitária imediata" de pelo menos "algumas horas" diárias no Iémen, para encaminhar ajuda para o país, onde situação continua a degradar-se.  

No Iémen, meninos vão a caminho da escola por entre os edifícios destruídos pelos combates no país em guerra.

No Iémen, meninos vão a caminho da escola por entre os edifícios destruídos pelos combates no país em guerra.

© Mohamed Al-Sayaghi / Reuters

"A situação degrada-se hora após hora", disse em Genebra Johannes Van Der Klaauw, coordenador dos assuntos humanitários da ONU para o país do Médio Oriente.  

O responsável da ONU apelou para "uma pausa imediata do conflito" no Iémen. "Necessitamos de pelo menos algumas horas por dia", referiu em conferência de imprensa.  

Esta "janela de oportunidade" solicitada pela ONU permitiria às equipas de ajuda humanitária enviar com menos riscos a ajuda para o país, onde a população começa a estar privada de bens essenciais, incluindo alimentos, medicamentos, água potável, combustíveis ou ambulâncias.  

Em Aden, a capital, a situação foi definida como "preocupante, mesmo catastrófica", na sequência da intervenção aérea liderada pela Arábia Saudita e pela ação no terreno de "milícias incontroláveis".   

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 650 pessoas foram mortas e 2.000 feridas desde a recente escalada do conflito no Iémen, há duas semanas. No entanto, receia-se que o balanço seja mais elevado porque muitos corpos são enterrados diretamente, sem serem transportados para os hospitais.  

Mais de 100.000 pessoas estão deslocadas no interior do país devido ao recente agravamento do conflito, para além dos 300.000 civis que abandonaram as suas regiões antes da atual crise. Milhares de iemenitas também já fugiram para países vizinhos, incluindo o Djibouti. 

O Programa alimentar mundial (PAM) revelou que 12 milhões de pessoas se deparam com "insegurança alimentar", um aumento de 13% após a recente escalada da violência num dos países mais pobres do mundo.  

As organizações internacionais refeririam que será emitido um novo apelo nos próximos dias para tentar obter 747 milhões de dólares (695 milhões de euros) em 2015, destinados a cerca de 8,2 milhões de iemenitas em situação crítica. 

Lusa
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