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Media hispânicos de Miami céticos sobre encontro entre Obama e Castro

Os principais jornais hispânicos de Miami, Estados Unidos, mostraram-se hoje céticos perante o encontro entre os Presidentes norte-americano, Barack Obama, e cubano, Raúl Castro, na Cimeira das Américas, que decorre este fim de semana no Panamá.

© Handout . / Reuters

O jornal El Nuevo Herald sublinha no editorial que "Havana chega agora com um disfarce de moderação e de abertura à reunião das democracias americanas", a primeira em que estão representados todos os países do continente americano, incluindo a ilha caribenha.

"Os governos democráticos não deveriam esquecer que os hábitos repressivos do regime cubano não desapareceram", prossegue o jornal, que recorda os incidentes que aconteceram na quarta-feira passada no Panamá, quando os opositores cubanos "foram insultados e agredidos fisicamente por simpatizantes do castrismo".

O diário, o principal meio publicado na comunidade hispânica do sul da Florida, aponta que "o regime de Raúl Castro só aceita a 'sociedade civil' formada por partidários incondicionais do poder" e não reconhece a oposição, nem os dissidentes pacíficos, a quem "não reconhece legitimidade, mas antes persegue incessantemente quando não os coloca na prisão".

"O Presidente Obama apostou [no encontro com Raúl Castro] porque uma mudança na política norte-americana levará a mudanças políticas na ilha. Até agora não há evidências de que isso esteja a acontecer", acrescentou o jornal.

Já o Diário de las Américas lamenta, no seu editorial intitulado "Quo Vadis, Obama? [Onde vais, Obama?]", que a administração do Presidente norte-americano "se tenha dobrado - até agora, de forma reiterada - perante as imposições de uma ditadura sem obter praticamente nada em troca".

O título aponta que o eixo de gestão de Obama, durante os seus sete anos de governo, "seguiu a tradição dos seus antecessores democratas, dando particular ênfase ao desenvolvimento de um sistema de saúde mais solidário e uma reforma migratória".

No entanto, a "mudança abrupta de rumo" das relações entre os Estados Unidos e Cuba, anunciado em dezembro passado por Washington e Havana, é "uma novela inexplicável da iniciativa de Obama", criada "sem contar com quase nada, de maneira secreta e quase por decretos", acrescenta.

"Barack Obama continua a ser o Presidente dos Estados Unidos e parece ter-se esquecido de que muitos dos seus cidadãos estão à espera de clareza e detalhes sobre o horizonte desta negociação", refere.

A esperada foto do aperto de mãos entre Castro e Obama, na sexta-feira, ocupa hoje a capa dos diários oficiais da ilha, Granma e Juventud Rebelde, que destacam o caráter histórico da presença do responsável cubano na VII Cimeira das Américas.

   Aguarda-se que os dois governantes venham a ter durante o dia de hoje um encontro bilateral, o primeiro entre os Presidentes dos dois países desde mais de meio século de relações cortadas.

Lusa
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