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Papa publica bula "Misericordiae Vultus" que oficializa o Ano Santo

O papa Francisco publicou hoje a bula "Misericordiae Vultus" com a qual oficializou o Ano Santo extraordinário, que tem início a 08 de dezembro e será dedicado à Misericórdia.

© Alessandro Bianchi / Reuters

O pontífice fez a apresentação da bula no átrio da Basílica de São Pedro, na qual entregou uma cópia do documento aos membros da Cúria Romana e aos prelados representantes das dioceses de todo o mundo.

Em seguida, o regente da Casa Pontifícia, o arcebispo Leonardo Sapienza, protonotário apostólico, procedeu à leitura de alguns trechos do texto, convocando oficialmente o "Jubileu da Misericórdia".

Neste documento, composto por 25 pontos, o Papa explica as razões que o levaram a convocar o Jubileu, que terá lugar entre 08 de dezembro e 20 de novembro de 2016, sob o mote "Misericordioso como o Pai".

O texto divide-se em três partes: na primeira, Francisco aborda o conceito de "misericórdia"; na segunda, propõe práticas para viver o Jubileu; e, na última, faz uma série de chamamentos contra situações como a pobreza e a corrupção.

Francisco afirmou que a misericórdia não é uma "palavra abstrata", mas é "a principal viga que sustenta a vida da Igreja" e uma "condição" para a salvação das pessoas.

Esta é, segundo o Pontífice, uma "fonte de alegria, de serenidade e de paz" e também um "direito fundamental que habita no coração de cada Homem quando olha com olhos sinceros o irmão que está no caminho da vida".

O Jubileu começa com a abertura da Porta Santa, no Vaticano, como um sinal de indulgência, pretendendo o papa, com a escolha da data do início jubilar, comemorar o cinquentenário da conclusão do Concílio Vaticano II (1962-1965).

Um evento ecuménico, disse, que deitou abaixo "os muros que durante muito tempo encerraram a Igreja Cuma cidadela privilegiada", e destacou a necessidade de falar de Deus aos homens "de forma mais compreensível", noticia a agência Efe.

Uma das peculiaridades deste Ano Santo, como se lê na bula, é que não terá lugar apenas em Roma, mas em todas as dioceses do mundo e, portanto, o papa concedeu a possibilidade de abrir a "Porta Santa" em todas as igrejas e santuários do mundo.

O papa salientou ainda a importância de perdoar, porque "é imperativo de que os cristãos não podem prescindir".

Considera o líder católico uma questão de particular importância, "as obras espirituais e corporais de misericórdia".

Quanto às práticas de viver plenamente o Jubileu, Francisco recomenda a realização de uma peregrinação, "estímulo para a conversão", não julgar ou condenar, mas antes perdoar, ou ficar atento a situações precárias no mundo.

Lusa
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