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Putin anula proibição de fornecimento de mísseis ao Irão

O Presidente russo, Vladimir Putin, assinou hoje um decreto que anula a proibição feita à Rússia de fornecer mísseis terra-ar S-300 russos ao Irão, de acordo com um comunicado do Kremlin.  

Mísseis S-300 numa parada em Minsk, Bielorrússia.

Mísseis S-300 numa parada em Minsk, Bielorrússia.

© Vasily Fedosenko / Reuters

O antigo chefe de Estado russo Dmitri Medvedev tinha proibido, em 2010, o fornecimento de mísseis S-300 ao Irão - depois de um contrato muito criticado pelos países ocidentais e Israel -, em aplicação da resolução 1929 da ONU que sancionava Teerão pelo programa nuclear. 

A presidência russa não adiantou nada sobre a venda ou a possibilidade imediata de entregar mísseis S-300, mas, em teoria, o decreto presidencial permite fornecimentos por via marítima, terrestre e aérea. 

Em 2007, a Rússia e o Irão assinaram um acordo para o fornecimento de equipamentos capazes de intercetar em voo aviões ou mísseis, no montante de 800 milhões de dólares. 

Depois da proibição de entregar os S-300, Teerão recorreu ao Tribunal Internacional de Arbitragem em Genebra (Suíça) para exigir a Moscovo quatro mil milhões de dólares de indemnização. 

No início do ano, Moscovo e Teerão assinaram um protocolo de reforço da "cooperação militar bilateral devido a interesses comuns", por ocasião da visita à capital iraniana do ministro da Defesa russo, Serguei Choigu. 

A Rússia propôs ao Irão o fornecimento de mísseis Antei-2500, uma nova versão dos S-300. 

O Irão e a Rússia foram visados por sanções económicas dos Estados Unidos e dos países europeus, no caso de Teerão devido ao programa nuclear, e Moscovo por causa do envolvimento na crise ucraniana. Os dois países, que se aproximaram mais nos últimos anos no domínio económico, apoiam o regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad. 

As relações com a Rússia, durante muito tempo o principal fornecedor de armamento à República Islâmica, foram marcadas por várias disputas, desde o início da crise diplomática internacional em torno do programa nuclear iraniano. 

A 02 de abril, após meses de negociações, o Irão e o grupo dos 5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - China, Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia - e a Alemanha) concordaram sobre as grandes linhas de um acordo para impor controlos mais restritos ao programa nuclear iraniano. Em contrapartida, Teerão exigiu o levantamento das sanções internacionais. 

Os negociadores estabeleceram um prazo até ao fim de junho para tentar resolver as questões técnicas e jurídicas complexas para chegar a um acordo definitivo e pôr fim a 12 anos de crise diplomática internacional sobre o programa nuclear do Irão. 


Lusa
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