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Uma dezena de feridos em manifestações da oposição na Guiné-Conacri

Uma dezena de pessoas foram hoje feridas em Conacri em confrontos entre manifestantes e polícias, menos de duas semanas após o apelo da oposição para trazer para a rua o combate contra o Presidente Alpha Condé.

Arquivo (2013)

Arquivo (2013)

© Stringer . / Reuters

Três jovens manifestantes foram feridos a tiro pelas forças da ordem no bairro de Hamdallaye, segundo um médico da clínica Jean Paul II. 

Quatro outros manifestantes foram feridos no bairro de Simbaya, disseram à Agência France Presse (AFP) testemunhas e um polícia.

Segundo aquele agente e o Governo, dois militantes da oposição foram detidos.

Segundo o correspondente da AFP, o tiroteio continuava ao início da tarde e jovens partidários da oposição continuavam nas ruas.

A oposição da Guiné-Conacri apelou para manifestações hoje na capital contra a insegurança, cuja responsabilidade atribui ao Governo, após a agressão do seu porta-voz a 4 de abril, e contra a alteração do calendário eleitoral.

As eleições locais foram novamente adiadas, para março de 2016, depois das presidenciais, marcadas para outubro de 2015. Não se realizam eleições locais desde 2005.

O líder da oposição, o ex-primeiro-ministro Cellou Dalein Diallo, criticou hoje uma "repressão selvagem, como é habitual", enquanto o Governo, em comunicado, falava de "uma vontade real de semear a desordem e a violência".

Diallo felicitou os partidários da oposição por terem desafiado a proibição de manifestação, declarando à AFP que as marchas continuarão na terça-feira e até que sejam ouvidos pelo poder.

Lusa

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