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Violadores de adolescente no Quénia condenados a 15 anos de prisão

Um tribunal queniano condenou hoje três homens a 15 anos de prisão pela violação de uma adolescente de 16 anos, em 2013, anunciou uma advogada da vítima.

reuters

O caso deu origem a um escândalo no Quénia depois de a imprensa ter divulgado que três dos alegados violadores - identificados pela adolescente, que os conhecia - foram libertados pela polícia, que os obrigou, como castigo, a cortar a relva junto à esquadra. 

Mais de 1,8 milhões de pessoas assinaram uma petição 'online' a exigir justiça.  

As autoridades desconhecem o paradeiro dos restantes suspeitos, tendo o Ministério Público emitido um mandado de captura há mais de um ano. 

A vítima, na altura com 16 anos e conhecida como "Liz", foi atacada, espancada e violada por seis homens quando regressava do funeral do avô, no Quénia ocidental, em junho de 2013. 

Os agressores largaram a adolescente, inconsciente e gravemente ferida, numa fossa sética. 

"Embora o Quénia tenha uma das mais modernas estruturas legais para lidar com a violência sexual, o caso de Liz e numerosos outros deixaram evidentes as falhas das autoridades locais na resposta à violência sexual", disse a advogada Kimberly Brown, do grupo Equality Now, que apoiou a adolescente. 

Um estudo, divulgado em 2013, indicou que 19 em cada 20 violações não são comunicadas à polícia, devido à relutância das vítimas em dar início a um processo que muitas consideram não resultar em justiça. 

"As atitudes culturais negativas em relação às mulheres, o medo e o estigma associados a este crime impedem, na maioria dos casos, a denúncia às autoridades", acrescentou. 

 

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