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Pelo menos 25 mortos em combates e atentado imputado à Al-Qaeda no Iémen

Um ataque suicida e combates fizeram hoje pelo menos 25 mortos, dos quais 21 rebeldes, na província de Abyan, no sul do Iémen, indicaram fontes militares que imputaram o atentado à Al-Qaeda. 

© Faisal Nasser / Reuters



Doze militares aliados aos rebeldes xiitas 'huthis' foram mortos num ataque suicida contra a sua posição no norte de Loder. O suicida tomou como alvo uma escola utilizada como base por esses militares fiéis ao ex-presidente Ali Abdallah Saleh, acrescentaram as mesmas fontes.

Estas fontes militares atribuíram o atentado à organização terrorista sunita Al-Qaida, bem implantada no sul e no sudeste do Iémen.

Por sua vez, a Al-Qaida no Iémen anunciou hoje em comunicado a morte de um dos seus ideólogos, Ibrahim al-Rubaish, na segunda-feira, num ataque com aviões não-pilotados ('drones') norte-americanos.

O xeque Ibrahim al-Rubaish, conhecido pelos seus sermões hostis ao Ocidente, foi morto "na segunda-feira num raide dos cruzados", lê-se no comunicado divulgado na Internet, que se refere a um ataque de 'drones' que fez seis vítimas no sudeste do Iémen.

As fontes militares iemenitas, citadas pela agência de notícias francesa AFP, indicaram também que os rebeldes estão a preparar uma ofensiva para se apoderarem de Loder, cidade atualmente controlada pelos "comités populares", compostos por combatentes favoráveis ao Presidente Abd Rabbo Mansur Hadi, refugiado na Arábia Saudita.

Na parte ocidental da cidade, iniciaram-se confrontos que se saldaram na morte de nove 'huthis' e quatro membros dos "comités populares", segundo fontes militares e locais.

Os "comités populares" fizeram prisioneiros cinco soldados, elevando para 40 o número de 'huthis' e de militares rebeldes capturados pelas forças pró-Hadi na região, indicou um responsável local.

Os rebeldes xiitas e seus aliados, que conquistaram a capital, Sanaa, e várias regiões do norte e do oeste do Iémen, lançaram em março uma ofensiva sobre o sul, numa tentativa de tomar o controlo de todo o país.

Em reação, a 26 de março, a Arábia Saudita assumiu a liderança de uma coligação internacional que levou a cabo ataques aéreos contra os 'huthis' e respetivos aliados.

Hoje, aviões desta coligação atingiram posições militares nas imediações das cidades de Yarim e Dhamar (centro) e Omran, a norte de Sanaa, de acordo com habitantes.








Lusa
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