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Regime sírio acusado de ter usado cloro na guerra

A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) acusou hoje o regime sírio de ter utilizado em março barris cheios de cloro contra civis em setores rebeldes, o que foi desmentido por um responsável sírio.

© Stringer . / Reuters

No país destruído por mais de quatro anos de guerra, os 'jihadistas' do grupo Estado Islâmico (EI) perderam terreno no campo de refugiados palestiniano de Yarmuk, em Damasco, onde as condições humanitárias continuam "catastróficas", segundo a ONU.

E apesar de não se vislumbrar qualquer solução política para o conflito, o mediador da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, vai iniciar em maio, em Genebra, "consultas separadas com as partes sírias envolvidas, bem como com os atores regionais e internacionais para ouvir os seus pontos de vista", indicou um porta-voz da ONU em Genebra.

 Antes disso, a 24 de abril, Mistura deverá ser ouvido pelo Conselho de Segurança da ONU.

O diretor-adjunto para o Médio-Oriente da HRW, Nadim Hury, afirmou que seis ataques em que o exército utilizou cloro como arma química ocorreram entre 16 e 31 de março, em setores rebeldes da província de Idleb, no noroeste da Síria.

Um deles causou a morte de seis pessoas em Sermin, todas da mesma família, três das quais, crianças, precisou.

O responsável da HRW exigiu que "o Conselho de Segurança da ONU e os signatários da Convenção sobre Armas Químicas respondam pela força ao que representa uma violação do tratado" assinado pela Síria.

Um alto responsável da segurança síria em Damasco classificou tais afirmações como "mentiras" que os rebeldes dizem "para explicar os seus fracassos aos doadores financeiros".

"O Governo sírio parece esconder-se mais uma vez atrás do Conselho de Segurança e do direito internacional, e o Conselho não deve perder tempo para intervir e pressionar o Governo para cessar" de usar essas armas, insistiu Nadim Hury.







Lusa
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