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Governo grego anuncia medidas para enfrentar novo fluxo de imigrantes ilegais

O Governo grego anunciou hoje medidas de emergência para enfrentar uma nova vaga de imigrantes e refugiados que estão a dirigir-se para o país e colocou como prioridade a sua transferência para o continente a partir das ilhas.  

© Alkis Konstantinidis / Reuter

O plano do executivo de Atenas, divulgado pela ministra ajunta para a Imigração, Tasia Christodoulopoulou, estabelece o "imediato descongestionamento" das ilhas gregas, com prioridade para as mais pequenas por não disporem das infraestruturas necessárias.  

O governo grego pretende alugar barcos para transportar os imigrantes a partir as ilhas para outras regiões do país, e já pediu ajuda financeira à União Europeia (UE).  

Tasia Christodoulopoulou também anunciou que todos os indocumentados que têm desembarcado nas ilhas gregas serão enviados para centros em todo o país, e assinalou que em último recurso serão utilizadas para acolhimento temporário dependências abandonadas do governo e do exército.   

O plano inclui um programa completo de exames médicos realizado em conjunto com o centro de controlo de doenças infeciosas, com a participação de unidades móveis e que permitirá aos indocumentados o seu ingresso nos hospitais públicos em caso de necessidade. 

Vão ainda ser estabelecidas oito gabinetes regionais descentralizados para processamento de pedidos de asilo político, mais cinco que os atualmente existentes, e contratado pessoal para trabalhar nos centros de acolhimento. 

Por último, serão impressos folhetos com informação útil em cinco línguas e que serão distribuídos pelos refugiados. 

Estas medidas tentam responder a um aumento exponencial do número de imigrantes clandestinos e refugiados que estão a chegar à Grécia. 

Apenas no primeiro trimestre de 2015 o país acolheu 10.445 indocumentados, contra 2.863 pessoas em igual período do ano anterior. 

Hoje, a guarda costeira grega identificou 220 pessoas que chegaram nas últimas 24 horas às ilhas de Kos, Lesbos e Samos, no leste do mar Egeu. 

Pela sua posição geográfica, a Grécia permanece uma das principais portas de entrada de imigrantes que querem alcançar território europeu, e tem insistido na necessidade de apoio comunitário. 

Os conflitos no Afeganistão e Iraque, e a intensificação da guerra neste país e na vizinha Síria, são o principal motivo para o forte aumento do fluxo de indocumentados em direção à Grécia. 

Lusa

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