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Milhares de jovens marcharam em Auschwitz em memória das vítimas do Holocausto

Cerca de 10 mil jovens, originários de 45 países, participaram esta quinta-feira numa marcha, no local do antigo campo de concentração nazi Auschwitz-Birkenau, no sul da Polónia, em memória dos milhões de vítimas do Holocausto.

A par dos jovens, judeus e não judeus, a XXVII "Marcha dos vivos" reuniu também alguns sobreviventes dos crimes perpetrados pelo regime nazi.

A par dos jovens, judeus e não judeus, a XXVII "Marcha dos vivos" reuniu também alguns sobreviventes dos crimes perpetrados pelo regime nazi.

© Agencja Gazeta / Reuters

A par dos jovens, judeus e não judeus, a XXVII "Marcha dos vivos" reuniu também alguns sobreviventes dos crimes perpetrados pelo regime nazi. 

Desde 1988, mais de 220 mil jovens participaram nestas "Marchas dos vivos", uma "experiência vital" que este ano coincide com o 70.º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial (1939/1945) e que está "marcada pelo crescente antissemitismo na Europa", destacaram os organizadores da iniciativa. 

Num comunicado, o presidente do diretório responsável pela marcha, Shmuel Rosenman, disse que "cada ano que passa são menos os sobreviventes que podem contar a respetiva história", sendo necessário "passar os testemunhos aos participantes para que sejam os testemunhos da próxima geração".

"Se pudesse escolher, preferia não recordar (...) e [esquecer] a humilhação diária, a rotina da morte, a fome, o frio e a paralisante constatação que estamos sozinhos e impotentes", disse Sigmund Rolat, um dos sobreviventes presentes na iniciativa, num discurso emotivo.

Rolat salientou, no entanto, não ter escolha, defendendo a necessidade de recordar estes factos por "solidariedade" e para resgatar a memória daqueles que morreram.

Mas também por "medo", frisou o sobrevivente, para que Auschwitz não se repita no futuro.

Numa mensagem enviada aos participantes e lida durante a marcha, o papa Francisco manifestou o seu apoio a este género de iniciativas que "são contra a morte mas também contra as mil e uma fobias discriminatórias que escravizam e matam".

O pontífice também elogiou a luta "a favor da vida, da igualdade e da dignidade".

Várias personalidades, como foi o caso dos Nobel da Paz Shimon Peres (ex-Presidente israelita) e Elie Wiesel (escritor norte-americano de origem romena e sobrevivente do Holocausto), da apresentadora norte-americana Oprah Winfrey e de vários líderes religiosos de diversas confissões, participaram em marchas anteriores.
Lusa
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