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Polícia brasileira prende dois suspeitos de corrupção em empresa estatal

A Polícia Federal brasileira prendeu ontem dois suspeitos de desvios de dinheiro da empresa Eletronorte, concessionária de serviço público de energia elétrica responsável pelo abastecimento de nove Estados do norte, nordeste e centro-oeste brasileiro. João Vaccari Neto, tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT, de Dilma Rousseff), foi preso ontem preventivamente, suspeito de receber subornos de contratos da Petrobras e de os usar para financiar campanhas políticas.

João Vaccari Neto (na foto), tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, foi preso preventivamente (Reuters/ Arquivo)

João Vaccari Neto (na foto), tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, foi preso preventivamente (Reuters/ Arquivo)

© Ueslei Marcelino / Reuters

A ação, denominada Operação Choque, tem o objetivo de investigar a presença de uma organização criminosa na Eletronorte, e foi feita em conjunto com o Ministério Público Federal e com a Controladoria-Geral da União (responsável pelo combate à corrupção no Governo federal).

 

Além das duas prisões, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, nas cidades de Marília, em São Paulo, Porto Velho, em Rondônia, Belo Horizonte, em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Brasília.

 

A investigação, segundo a Polícia Federal, descobriu que um gerente da estatal usava uma empresa de fachada no nome de familiares para enriquecer ilicitamente e que ele recebia vantagens de outras empresas que tinham contratos com a Eletronorte.

 

Os crimes investigados são os de corrupção passiva e ativa, associação criminosa, fraudes em licitações e branqueamento de capitais.

 

A operação se dá em um momento em que o Brasil se vê imerso nas investigações de crimes e irregularidades na petroleira Petrobras, que começou em março do ano passado e acusa políticos, executivos de construtoras e ex-funcionários de corrupção.

 

Com Lusa

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